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Garçonete denuncia agressão e cuspe no rosto durante discussão com turista em Barra Grande

Uma garçonete de 22 anos denunciou ter sido vítima de agressões verbais, ameaças e de um cuspe no rosto durante uma discussão com um turista em um bar de Barra Grande, no litoral do Piauí. O episódio ocorreu na última quinta-feira (6), mas as imagens da agressão foram divulgadas somente nesta semana e provocaram revolta nas redes sociais.

Segundo a garçonete Maria Luiza Santos, o desentendimento começou após o turista pegar uma garrafa de cerveja pertencente ao estabelecimento e levá-la para um comércio vizinho. Ela afirmou que foi até o cliente para explicar que a garrafa precisaria ser devolvida.

De acordo com o relato da jovem, o homem teria reagido de forma agressiva, utilizando palavras ofensivas e tentando tocá-la durante a discussão. Funcionários do bar conseguiram transferir a bebida para um copo e recuperar a garrafa.

No dia seguinte, conforme Maria Luiza, o turista retornou ao estabelecimento procurando especificamente por ela. A garçonete afirmou que ele passou a apontar o dedo em seu rosto, proferir xingamentos e fazer ameaças.

Ainda segundo o relato, durante a discussão o homem cuspiu no rosto da profissional e deixou o local enquanto continuava a insultá-la.

“É uma situação muito triste, eu me senti totalmente violada, totalmente agredida, tanto psicologicamente quanto verbalmente”, desabafou Maria Luiza.

A garçonete afirmou acreditar que a agressão ocorreu por ela ser mulher e pediu que o caso seja investigado pelas autoridades.

“Eu peço justiça contra esse monstro, porque se ele faz isso comigo, ele faz isso com qualquer outra mulher”, declarou.

Após a divulgação das imagens, o caso provocou manifestações de solidariedade à garçonete. O estabelecimento onde ela trabalha também publicou uma nota de repúdio à violência e informou que registrou boletins de ocorrência sobre os episódios.

Na publicação, a direção afirmou que o restaurante tem como princípio o respeito e que pessoas envolvidas em episódios de agressão e humilhação não são bem-vindas ao estabelecimento.

A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias do caso.

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