Derrotas nas urnas deixam nomes conhecidos fora do Senado a partir de 2027
As eleições de 2026 provocaram uma renovação significativa no Senado Federal e deixaram nomes conhecidos da política brasileira sem mandato eletivo a partir de 2027. Entre os derrotados estão Gleisi Hoffmann, Soraya Thronicke, Simone Tebet, Marina Silva, Randolfe Rodrigues e Leila Barros, conhecida como Leila do Vôlei.
A disputa deste ano renovou 54 das 81 cadeiras do Senado. Segundo levantamento divulgado após a apuração, 18 dos 32 senadores que tentaram a reeleição não conseguiram permanecer na Casa.
Gleisi Hoffmann
Ex-ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann disputou uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná. Ela não conseguiu se eleger e ficará fora do Congresso na próxima legislatura.
Soraya Thronicke
No Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB) tentou renovar o mandato de senadora, mas terminou fora das duas vagas. A parlamentar ficou em quarto lugar na disputa, com 13,07% dos votos, segundo os dados divulgados após a apuração.
Simone Tebet e Marina Silva
Em São Paulo, duas ex-ministras do governo Lula também não conseguiram conquistar uma das vagas em disputa.
Simone Tebet (PSB), que comandou o Ministério do Planejamento, terminou em terceiro lugar, com 19,23% dos votos. Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, ficou na quarta posição, com 18,12%.
As duas vagas foram conquistadas por Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Randolfe Rodrigues
No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, também não conseguiu a reeleição. Ele terminou a disputa em terceiro lugar, com 18,55% dos votos.
Leila do Vôlei
No Distrito Federal, Leila Barros (PDT), conhecida nacionalmente como Leila do Vôlei, também ficou sem uma nova vaga no Senado.
Ela recebeu 21,25% dos votos, mas não conseguiu superar os dois candidatos eleitos. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, conquistaram as duas cadeiras em disputa. Com o resultado, o Distrito Federal terá, a partir de 2027, uma bancada no Senado formada exclusivamente por mulheres, já que Damares Alves (Republicanos) possui mandato até 2031.
Manuela d’Ávila fica fora do Senado
Outro nome de destaque que não conseguiu se eleger foi Manuela d’Ávila. A ex-deputada federal disputou uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul pela federação PSOL-Rede, mas perdeu a disputa.
Manuela havia retornado à disputa eleitoral após um período afastada de cargos eletivos. Sua candidatura foi uma das mais acompanhadas da corrida pelo Senado no estado.
E André Janones?
Apesar de também ter sido citado entre os nomes que poderiam deixar o Congresso, André Janones (Rede) conseguiu se reeleger deputado federal por Minas Gerais.
O parlamentar recebeu cerca de 78,8 mil votos e garantiu seu terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. A votação, porém, foi inferior às obtidas por ele em 2018 e 2022.
A nova composição do Congresso começa a tomar forma após o primeiro turno das eleições, com mudanças importantes tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

