Conselho de Segurança da ONU Aprova Plano de Paz de Trump para Gaza; Hamas Rejeita e Netanyahu Manifesta Apoio
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou nesta segunda-feira (17) uma resolução proposta pelos Estados Unidos que estabelece um plano para o cessar-fogo e o futuro da Faixa de Gaza, após mais de dois anos de conflito entre Israel e o grupo Hamas.
O texto, que recebeu 13 votos a favor e duas abstenções (Rússia e China), prevê medidas concretas para a estabilização e reconstrução do território, gerando reações divergentes entre as partes centrais do conflito.
Detalhes da Resolução e Mandato
O plano endossado pela ONU contempla um cessar-fogo e a subsequente reconstrução de Gaza. Entre os pontos cruciais da resolução, destacam-se:
- Força de Estabilização Internacional: Autoriza a implementação de uma força internacional com mandato até o final de 2027. Esta força terá poderes para “usar todas as medidas necessárias” para supervisionar as fronteiras, garantir a segurança e auxiliar na desmilitarização do território.
- Desarmamento: Exige o “desarmamento permanente de grupos armados não estatais”, incluindo o Hamas.
- Caminho Político: Após a implementação de reformas pela Autoridade Palestina e o avanço da reconstrução de Gaza, o texto estabelece que “as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho crível rumo à autodeterminação e à criação de um Estado palestino”.
Reações Oficiais
A aprovação da resolução resultou em manifestações opostas dos principais atores.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, elogiou a aprovação do plano, afirmando que a proposta americana “abrirá caminho para a paz e a prosperidade porque insiste na desmilitarização, desarmamento e desradicalização totais de Gaza”. No entanto, o premiê israelense manifestou-se irritado com a inclusão de um horizonte político para a criação de um Estado palestino, ponto que ele prometeu contestar.
O grupo Hamas, classificado como terrorista, rejeitou a resolução. Em comunicado, o grupo afirmou que a resistência armada contra Israel é “legítima” e recusou-se a entregar suas armas, tornando o desarmamento, um dos pilares do plano, uma questão de implementação complexa.
O apoio de nações árabes e muçulmanas, que pressionaram os EUA por um apoio mais explícito à autodeterminação palestina, foi considerado um fator crucial para a aprovação do texto no Conselho de Segurança.
A votação ocorre em meio à incerteza sobre a manutenção do frágil cessar-fogo, após o ataque do Hamas em outubro de 2023, que deu início à ofensiva israelense que já resultou em mais de 69 mil mortes palestinas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

