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Cinco declarações de Lula são questionadas com base em dados oficiais

Cinco declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre economia e programas sociais são questionadas com base em números atribuídos a órgãos oficiais e informações de veículos de checagem. Os temas envolvem o resultado das contas públicas, o crescimento econômico, o reajuste do salário mínimo, o Bolsa Família e o programa de renegociação de dívidas Desenrola.

As contestações confrontam as afirmações do presidente com dados referentes a diferentes períodos de governo e levantam questionamentos sobre a precisão das informações apresentadas.

1. Resultado das contas públicas

A primeira contestação envolve a declaração sobre o déficit público durante governos anteriores.

Segundo os dados apresentados, as contas do governo federal registraram superávit de R$ 54 bilhões em 2022, último ano da gestão de Jair Bolsonaro. Já em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o resultado teria sido um déficit de aproximadamente R$ 230 bilhões.

A agência de checagem Lupa teria classificado como falsa uma declaração relacionada a esses números.

2. Crescimento econômico

O segundo ponto aborda a afirmação de Lula de que a economia brasileira passou a crescer acima de 3% após seu retorno à Presidência.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,8% em 2021 e 3% em 2022, durante o governo Bolsonaro.

Também é mencionado o crescimento de 2,3% em 2025. A contestação afirma que declarações semelhantes do presidente já foram questionadas pela agência Lupa.

3. Reajuste do salário mínimo

A terceira contestação trata do aumento do salário mínimo em 2019.

De acordo com os números apresentados, o reajuste foi de 4,6%, enquanto a inflação utilizada como referência teria sido de 3,4%. Com isso, o aumento teria representado ganho real para os trabalhadores naquele período.

A declaração questionada teria sido classificada como enganosa pelo Estadão Verifica.

4. Reajuste do Bolsa Família

O quarto tema é a política de reajustes do Bolsa Família.

A legislação não determina uma correção obrigatória do benefício em intervalos fixos, mas prevê a possibilidade de atualização dos valores. Também é apontado que o benefício permaneceu em R$ 600 por 43 meses e que o reajuste ocorreu 38 dias antes do segundo turno eleitoral.

Essas informações são apresentadas como contraponto à declaração de Lula sobre a obrigação de reajustar o programa.

5. Valores do programa Desenrola

A última contestação envolve uma medida provisória relacionada à renegociação de dívidas.

Lula mencionou um volume de até R$ 300 bilhões em dívidas e descontos que poderiam chegar a 92%.

Em contraponto, é apontado que a medida previa até R$ 150 bilhões em dívidas, metade do valor mencionado pelo presidente. Também é citada uma estimativa de R$ 75 bilhões em renegociações, com previsão de início da liberação dos recursos em fevereiro de 2027.

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