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Cartas do PCC com orientação de voto em Boulos voltam a repercutir e são alvo de debate político

As alegações de que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam orientado familiares de presos a votar na chapa formada por Guilherme Boulos (PSOL) e Marta Suplicy (PT) nas eleições para a Prefeitura de São Paulo em 2024 voltaram a ganhar repercussão nas redes sociais.

Segundo as publicações, a orientação estaria registrada em cartas apreendidas pela Polícia Civil em unidades prisionais de Pinheiros, Presidente Venceslau e Riolândia antes do primeiro turno das eleições. O material teria sido encaminhado ao Ministério Público para análise.

As postagens também relembram declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, durante a campanha eleitoral, mencionou a existência das cartas. Na ocasião, a campanha de Guilherme Boulos negou qualquer vínculo com organizações criminosas e classificou as acusações como infundadas.

As publicações ainda citam investigações envolvendo o chamado 4T Bank, instituição financeira alvo de apurações por suspeita de movimentações financeiras ligadas ao PCC. Segundo os relatos, o banco teria movimentado bilhões de reais e seu proprietário é investigado por supostas conexões com integrantes da facção criminosa.

Também são mencionadas a Operação Carbono Oculto, realizada para combater esquemas de lavagem de dinheiro atribuídos ao PCC, declarações do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e alterações nas regras de permanência em presídios federais promovidas pelo governo federal.

Ao relacionar esses fatos, as publicações fazem críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PT e ao deputado federal Guilherme Boulos. Entretanto, não são apresentadas provas de que os políticos citados mantenham qualquer ligação com a facção criminosa, e as acusações de apoio ou favorecimento ao PCC são negadas pelos envolvidos.

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