Bastidores do debate presidencial geram questionamentos após revelações sobre ação de Paulinho da Força
Os bastidores do debate presidencial que acabou sendo cancelado pela TV Globo continuam gerando repercussão após novas informações sobre a decisão que autorizou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no encontro.
Durante os comentários sobre o episódio, a jornalista Malu Gaspar relatou que o deputado Paulinho da Força (Solidariedade) afirmou ter acionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido de Renan Santos. A declaração, porém, é contestada pelo próprio candidato, que nega ter solicitado diretamente a medida.
O pedido apresentado pelo Solidariedade resultou em uma decisão de Gilmar Mendes autorizando a participação de Renan no debate. A determinação ocorreu poucas horas antes do programa e foi tomada em uma ação que já tramitava no STF envolvendo outro assunto.
Antes disso, pedidos feitos pelo partido de Renan para garantir sua presença no debate haviam sido rejeitados. A decisão de Gilmar Mendes acabou alterando a composição prevista para o encontro.
Paralelamente, uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a emissora não exibisse o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia anunciado que não participaria do debate. A medida também impediu a formulação de perguntas diretamente destinadas ao candidato ausente.
Com as decisões judiciais e a mudança na composição do debate, Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar do programa. Diante disso, a TV Globo decidiu cancelar o debate presidencial.
O episódio provocou críticas e questionamentos sobre a atuação do Judiciário no processo eleitoral. Comentaristas também discutiram o impacto das decisões sobre a dinâmica da disputa e sobre os candidatos que permaneceriam no programa.

