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Avalanche na fronteira entre Nepal e China deixa 362 mortos e quase 1,5 mil desaparecidos

O número de mortos após a avalanche que atingiu uma região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, chegou a 362 nesta quinta-feira (27). As autoridades dos dois países contabilizam ainda 1.498 pessoas desaparecidas, enquanto equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas.

A tragédia aconteceu na quarta-feira (26), quando uma grande quantidade de gelo e rochas desceu da montanha e atingiu um rio. O impacto provocou uma forte correnteza formada por água, lama e destroços, atingindo áreas próximas e deixando um cenário de destruição.

No Nepal, 910 pessoas ainda são consideradas desaparecidas. Entre elas estão cidadãos da Índia, Estados Unidos, Ucrânia, Malásia, Austrália, Reino Unido e Canadá. No lado chinês da fronteira, são 558 desaparecidos, sendo 260 estrangeiros.

A principal hipótese apresentada pelas autoridades nepalesas é de que o desastre tenha sido provocado pelo rompimento de uma geleira na região da montanha Langtang Lirung, que possui mais de 7 mil metros de altitude.

Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontou que um terremoto poderia ter provocado a inundação. Posteriormente, o órgão esclareceu que o registro identificado estava relacionado ao próprio rompimento da geleira.

Equipes continuam buscas por desaparecidos

O Exército do Nepal utiliza helicópteros nas operações de resgate, transporte de equipes e distribuição de suprimentos médicos. Até a última atualização, 105 pessoas haviam sido retiradas da região por meio de operações aéreas.

Moradores de áreas próximas ao rio também receberam orientação para deixar suas casas como medida preventiva.

As autoridades ainda acompanham o risco de uma nova inundação. O temor está relacionado ao acúmulo de gelo, rochas e outros detritos que bloquearam parcialmente o curso do rio em uma região elevada da fronteira.

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