Atração de empresas lidera preferência em enquete sobre geração de empregos no Piauí
Atrair novas empresas e indústrias foi a principal medida apontada pelos participantes de uma enquete sobre geração de empregos no Piauí. A alternativa recebeu 64% dos votos em uma consulta publicada em 19 de setembro de 2026, superando as demais opções relacionadas ao desenvolvimento econômico e à ampliação das oportunidades de trabalho.
O investimento em qualificação profissional ficou em segundo lugar, com 14% das escolhas. Na sequência, o apoio aos pequenos empreendedores recebeu 13%, enquanto a ampliação dos investimentos públicos somou 6%. O fortalecimento do turismo foi escolhido por 2% dos participantes.
Confira o resultado da enquete:
- Atrair novas empresas e indústrias: 64%;
- Investir em qualificação profissional: 14%;
- Apoiar pequenos empreendedores: 13%;
- Ampliar investimentos públicos: 6%;
- Fortalecer o turismo: 2%.
O resultado demonstra a preferência dos participantes pela atração de novos negócios entre as alternativas apresentadas. A enquete, no entanto, não representa necessariamente a opinião de toda a população do estado.
Desemprego e subocupação desafiam o mercado de trabalho
Apesar da importância da geração de empregos para a economia piauiense, o mercado de trabalho ainda enfrenta desafios relacionados ao desemprego e à insuficiência de oportunidades profissionais.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram taxa de desocupação de 8,3% no Piauí no segundo trimestre de 2026. O índice ficou acima da média nacional, de 5,4%, colocando o estado entre aqueles com maiores taxas de desemprego no período.
Outro indicador relevante é a subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Cerca de 148 mil piauienses estavam nessa condição no segundo trimestre de 2026, o equivalente a 11,1% da população ocupada do estado. São trabalhadores que já possuem uma atividade profissional, mas gostariam de trabalhar mais horas e não conseguem.
Dados referentes ao segundo trimestre de 2025 contabilizaram aproximadamente 1,33 milhão de pessoas ocupadas e 123,2 mil desocupadas no Piauí. Por se referirem a um período diferente, esses números não devem ser confundidos com os indicadores de 2026.
Serviços lideram saldo de empregos formais
Os diferentes setores da economia também contribuem para a abertura de vagas no estado. Em 2025, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais no Piauí, com saldo positivo de 9.406 postos de trabalho, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O comércio registrou saldo de 4.046 vagas, seguido pela construção civil, com 3.517. A indústria acrescentou 2.351 postos de trabalho, enquanto a agropecuária apresentou saldo positivo de 686 vagas.
Os números mostram a participação de diferentes atividades econômicas na geração de empregos formais. A atração de empresas e indústrias, apontada como prioridade na enquete, é uma das estratégias debatidas para estimular investimentos e ampliar as oportunidades profissionais.
Transferência de renda integra o cenário econômico
A realidade do mercado de trabalho também envolve famílias que dependem de programas sociais para complementar a renda. Em abril de 2026, o Piauí contabilizava 547.537 famílias beneficiárias do Bolsa Família, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
O recebimento do benefício não significa necessariamente que todos os integrantes dessas famílias estejam desempregados. O programa atende pessoas de baixa renda que podem exercer atividades profissionais, inclusive informais, desde que atendam aos critérios de elegibilidade.
Nesse cenário, a ampliação das oportunidades de emprego, a melhoria da remuneração e o estímulo à formalização permanecem entre os desafios para o desenvolvimento econômico do Piauí. A enquete indica que, entre as opções apresentadas, a atração de empresas e indústrias foi a medida que recebeu maior apoio dos participantes.

