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Correios anunciam fechamento de cerca de mil agências em plano para reduzir despesas

Os Correios divulgaram um plano de reestruturação financeira que prevê o fechamento de aproximadamente mil agências em todo o país como parte de um conjunto de medidas para conter despesas e reorganizar a estatal. A iniciativa faz parte da estratégia válida para o período de 2025 a 2027 e tem como meta uma economia anual estimada em R$ 4,2 bilhões.

O plano foi apresentado pelo presidente da empresa, Emmanoel Rondon, durante entrevista coletiva, em meio a um cenário de sucessivos prejuízos financeiros. Segundo a direção da estatal, a proposta busca reduzir custos, recuperar receitas e modernizar a operação dos Correios.

De acordo com os dados divulgados, cerca de metade da economia prevista, em torno de R$ 2,1 bilhões por ano, deve vir da reorganização do quadro de funcionários e da revisão de benefícios. Entre as medidas anunciadas estão a criação de um programa de demissão voluntária, que pode atingir até 15 mil empregados, além da reavaliação de cargos com maiores salários e mudanças nos planos de saúde e previdência. Os impactos financeiros dessas ações, no entanto, devem ser sentidos de forma mais significativa a partir de 2028.

Outra frente importante do plano é a redução da estrutura física da empresa. O encerramento de cerca de mil unidades deve gerar uma economia adicional estimada em R$ 2,1 bilhões anuais. Paralelamente, os Correios projetam aumentar a arrecadação em aproximadamente R$ 1,7 bilhão por meio de parcerias com a iniciativa privada e levantar cerca de R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis.

Somadas, as medidas podem representar um impacto positivo de R$ 7,4 bilhões por ano no fluxo de caixa da estatal. Apesar disso, a empresa reconhece a necessidade de captação de recursos para equilibrar as contas. Um empréstimo de R$ 12 bilhões já foi contratado, e outros R$ 8 bilhões ainda deverão ser obtidos, com definição prevista para 2026.

Segundo Emmanoel Rondon, a expectativa é que os resultados financeiros continuem negativos em 2026, com perspectiva de recuperação apenas a partir de 2027. O plano também inclui investimentos em automação, modernização logística, renovação da frota, contratação de consultoria externa e ampliação de parcerias, sem previsão de privatização da empresa.

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