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Conta de juros do setor público supera R$ 1,18 trilhão e chega perto de 9% do PIB

A conta de juros nominais do setor público brasileiro ultrapassou R$ 1,18 trilhão no acumulado de 12 meses até agosto de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O valor corresponde a 8,86% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado mostra uma alta em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025, o gasto acumulado em 12 meses havia chegado a R$ 1,008 trilhão, o que representou a primeira vez em que a despesa com juros superou a marca de R$ 1 trilhão nessa comparação.

Somente em agosto deste ano, o setor público consolidado registrou R$ 105,9 bilhões em despesas com juros. Desse total, R$ 102,9 bilhões ficaram concentrados no Governo Central, enquanto os governos regionais responderam por R$ 2,6 bilhões e as empresas estatais, por cerca de R$ 489 milhões.

Entre janeiro e agosto, a despesa acumulada com juros alcançou R$ 774,55 bilhões, equivalente a 8,62% do PIB no período. O cenário ocorre em meio ao elevado nível das taxas de juros no país e ao avanço do endividamento público.

A Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, o equivalente a 82,9% do PIB. Já a Dívida Líquida do Setor Público atingiu R$ 9,24 trilhões, correspondente a 69,3% do PIB.

O Banco Central também registrou que o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. Considerando o resultado primário e os juros, o déficit nominal alcançou R$ 115,9 bilhões no mês.

O aumento da conta de juros exerce pressão sobre as contas públicas porque amplia o custo de financiamento da dívida e contribui para o crescimento do endividamento. Economistas também apontam que a combinação entre juros elevados, despesas públicas e dificuldades para estabilizar a dívida representa um dos principais desafios fiscais do país.

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