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Campanhas eleitorais no Piauí movimentam mais de R$ 151 milhões em 2026

As campanhas eleitorais de 2026 movimentaram mais de R$ 151,7 milhões no Piauí. Os dados, declarados à Justiça Eleitoral e divulgados com base no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que as candidaturas piauienses arrecadaram R$ 151.793.605,76 para financiar a disputa por cargos estaduais e federais.

A maior parte dos recursos utilizados teve origem pública. Do montante total, R$ 126,6 milhões vieram de fundos públicos, enquanto R$ 25,1 milhões foram provenientes de fontes privadas.

Agora, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação de contas, etapa que permite fiscalizar a origem dos recursos, os gastos realizados e a utilização do dinheiro durante o período eleitoral.

O prazo para as candidaturas que participaram apenas do primeiro turno termina nesta terça-feira (3 de novembro). Os responsáveis também devem informar eventuais sobras financeiras e devolver aos cofres públicos os valores não utilizados do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Já os candidatos que disputaram o segundo turno terão até o dia 14 de novembro para entregar a prestação de contas referente aos dois turnos.

Quase 90% das prestações de contas ainda estavam pendentes

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) enfrenta um grande volume de processos nesta etapa. Até quinta-feira (29), apenas 37 das 359 prestações de contas que ficarão sob responsabilidade do Tribunal haviam sido entregues.

O número representa aproximadamente 10,3% do total. Outras 322 prestações ainda estavam pendentes, correspondendo a cerca de 89,7%.

Diante da demanda, o TRE-PI prepara uma força-tarefa para acelerar a análise da documentação. A prioridade será verificar as contas dos candidatos eleitos e dos suplentes que participarão da diplomação.

A expectativa do Tribunal é concluir a análise das contas dos eleitos até 10 de dezembro. Para as demais candidaturas, a previsão é finalizar os trabalhos até 18 de dezembro.

A prestação de contas é obrigatória e fundamental para garantir a transparência do processo eleitoral, permitindo identificar possíveis irregularidades na arrecadação e na aplicação dos recursos públicos e privados utilizados nas campanhas.

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