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BÁRBARA HANNELLORE DIZ QUE “ESPAÇOS FEMININOS NÃO ESTÃO À VENDA” APÓS ELEIÇÃO DE TRANS

A influenciadora Bárbara Hannelore afirmou nas redes sociais que ingressou com uma ação popular na Justiça Federal contra a eleição de uma pessoa trans para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

Segundo Bárbara, a medida judicial teria apoio de mais de 360 mil assinaturas em um abaixo-assinado virtual e de parlamentares que questionam a legitimidade da escolha para o comando da comissão. A influenciadora classificou a situação como uma “perda do patrimônio cultural imaterial” relacionado à trajetória das mulheres no Brasil.

“Nossos espaços não estão à venda, não estão em negociação e não serão entregues”, declarou.

No vídeo, ela cita marcos históricos ligados aos direitos das mulheres, como o direito ao voto conquistado em 1932, a Constituição de 1988, além da criação de legislações como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Bárbara argumenta que essas conquistas teriam sido construídas a partir de experiências exclusivamente femininas.

A influenciadora também afirmou que a ação foi protocolada na 18ª Vara Federal de Brasília com base no artigo 5º da Constituição Federal. Segundo ela, o objetivo seria proteger os espaços destinados às mulheres.

Durante a gravação, Bárbara utiliza experiências pessoais relacionadas à maternidade e à perda de um filho para defender sua posição. “Se hoje a Comissão da Mulher pode ser presidida por quem diz que biologia não importa, amanhã nenhum espaço feminino estará mais seguro”, afirmou.

Até o momento, não houve decisão pública da Justiça Federal sobre a ação mencionada pela influenciadora.

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