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Filho de Trump questiona eleição brasileira e compara Lula a Nicolás Maduro

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nas redes sociais uma publicação que questiona a legitimidade das eleições brasileiras e compara o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao líder venezuelano Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu no domingo (25), após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

A mensagem original foi publicada pelo advogado Martin De Luca, que levantou suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro e questionou se a comunidade internacional reconheceria o resultado como legítimo. No entanto, ele não apresentou provas que sustentassem as acusações.

“Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja o caso”, escreveu De Luca, ao sugerir que Lula poderia se tornar o “próximo Nicolás Maduro”.

Ao compartilhar a publicação, Trump Jr. também criticou a imprensa norte-americana. Segundo ele, os veículos de comunicação teriam uma reação diferente caso a situação envolvesse um governo conservador.

A manifestação ampliou a repercussão internacional das disputas políticas brasileiras, especialmente em meio às críticas de aliados de Flávio Bolsonaro à decisão judicial que prorrogou o horário de votação no segundo turno.

Advogado já atuou em ações contra Alexandre de Moraes

Martin De Luca participou de processos envolvendo a plataforma Rumble e a Trump Media, empresa de mídia ligada a Donald Trump, em ações judiciais contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A publicação compartilhada por Trump Jr. questiona a decisão que estendeu o horário de votação e utiliza a medida para levantar dúvidas sobre a legitimidade do resultado eleitoral.

Até o momento, porém, as acusações divulgadas não vieram acompanhadas de evidências de fraude ou de comprovação de que a decisão tenha alterado o resultado da eleição.

Lula venceu o segundo turno e foi reeleito presidente da República. Questionamentos políticos sobre uma decisão judicial, isoladamente, não comprovam irregularidades na votação.

Entenda a controvérsia sobre o horário de votação

A discussão começou durante a votação de domingo (25), após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia. O pedido de ampliação do horário foi apresentado pela campanha de Lula e posteriormente estendido para todo o país.

A equipe de Flávio Bolsonaro também apresentou uma solicitação, mas com alcance mais restrito. O pedido mencionava 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde chuvas, alagamentos, interdições e problemas no fornecimento de energia poderiam dificultar o acesso dos eleitores às seções.

Na sequência, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação da votação até as 19h. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, orientou o cumprimento da decisão, permitindo que as seções ainda abertas continuassem recebendo eleitores até o horário estabelecido.

A medida provocou críticas de integrantes da direita, que questionaram a condução do processo eleitoral. Entretanto, as publicações de De Luca e Trump Jr. não apresentaram provas de fraude.

Trump Jr. já havia comentado eleições na América Latina

Após o primeiro turno das eleições brasileiras, Donald Trump Jr. relacionou o desempenho de candidatos de direita na América Latina às mudanças promovidas pelo governo de seu pai na política de ajuda internacional dos Estados Unidos.

Na ocasião, ele atribuiu parte dos resultados eleitorais ao desmonte da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). O empresário alegou que recursos anteriormente destinados à agência financiavam redes de ativistas que, em sua avaliação, favoreciam determinado campo político.

Trump Jr., contudo, não apresentou evidências de que recursos da Usaid tenham sido utilizados para interferir nas eleições brasileiras.

Donald Trump ainda não havia comentado a vitória de Lula

Até a manhã desta segunda-feira (26), Donald Trump ainda não havia se pronunciado publicamente sobre a reeleição de Lula, conforme as informações divulgadas naquele momento.

O presidente norte-americano retornou à Casa Branca na noite de domingo, mas não comentou o resultado da eleição brasileira.

Em ocasiões anteriores, Trump havia afirmado acompanhar a disputa eleitoral no Brasil, sem declarar apoio explícito a um dos candidatos.

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