Trader Douglas Fonseca é preso novamente em Teresina durante investigação sobre supostos golpes financeiros
O trader e fundador do DF Group, Douglas Fonseca, foi preso novamente nesta terça-feira (22), em Teresina. Desta vez, a prisão ocorreu em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo, durante uma operação que apura a atuação de um grupo suspeito de aplicar golpes milionários por meio de falsos investimentos.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a arma foi localizada durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em um imóvel relacionado ao investigado. Além do armamento, foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos, que serão analisados no decorrer das investigações.
A operação foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e teve ações em São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso. No território piauiense, participaram da operação equipes das Polícias Civil e Militar.
Investigação sobre suposto esquema financeiro
Douglas Fonseca já era alvo de uma investigação sobre um grupo suspeito de oferecer investimentos com promessa de rendimentos elevados. Conforme a apuração, os negócios eram apresentados aos clientes como aplicações seguras relacionadas principalmente aos setores imobiliário e do agronegócio.
Os investigadores apontam que os envolvidos utilizavam empresas, escritórios e plataformas digitais que simulavam sistemas de investimentos para conferir aparência de legitimidade às operações.
Em julho, Douglas e outras nove pessoas foram presas na primeira fase da investigação. Na ocasião, as autoridades informaram que haviam identificado mais de 70 possíveis vítimas e uma movimentação financeira estimada em aproximadamente R$ 100 milhões ao longo de dois anos.
Segundo a investigação, eram oferecidos rendimentos mensais que poderiam chegar a 10%. A suspeita é de que parte dos valores recebidos de novos investidores era utilizada para realizar pagamentos a clientes anteriores, mantendo o funcionamento do esquema.
Segunda prisão
A prisão realizada nesta terça-feira ocorre em circunstância diferente da investigação sobre os supostos golpes. Douglas Fonseca foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma após o armamento ser encontrado durante as buscas.
O material apreendido nesta nova etapa será submetido a análise para verificar se contém informações capazes de esclarecer a estrutura e a atuação dos investigados, além de apontar eventual participação de outras pessoas.
Na primeira fase da operação, foram apreendidos 11 veículos, incluindo automóveis de luxo, além de armas, relógios, joias e documentos. Um escritório que, segundo os investigadores, estaria ligado ao grupo também foi interditado.
As investigações continuam. Até o momento, a defesa de Douglas Fonseca não havia sido localizada para se manifestar sobre a nova prisão.
Possíveis vítimas podem denunciar
Após a divulgação da primeira fase da operação, as autoridades informaram ter recebido novas denúncias de pessoas que afirmam ter sido prejudicadas pelo suposto esquema.
Quem acredita ter sido vítima pode procurar uma unidade da Polícia Civil ou utilizar o serviço BO Fácil, da Secretaria da Segurança Pública do Piauí. O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia pelo WhatsApp, no número 0800 086 0190.

