Mesmo com 109 pedidos contra ministros do STF, Alcolumbre sinaliza que não deve avançar com impeachment de Moraes
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou nesta terça-feira (1º) que não pretende dar andamento, nos próximos dias, aos novos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante conversa com jornalistas, Alcolumbre destacou que existem atualmente 109 pedidos de impeachment contra os 10 ministros do STF e classificou o volume como algo que “não é normal”. Questionado especificamente sobre os novos pedidos relacionados a Moraes, o presidente do Senado evitou antecipar qual será sua decisão.
“Minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. [São] 109 pedidos de impeachment dos 10 ministros do STF”, afirmou.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Durante a sessão do Senado, Alcolumbre também foi pressionado por parlamentares a dar prosseguimento aos pedidos contra Moraes. Entre os senadores que cobraram uma posição está Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que classificou a situação como inadmissível e pediu que o processo de impeachment fosse iniciado.
Flávio afirmou que o Senado precisa assumir sua responsabilidade diante dos fatos e fez um apelo direto a Alcolumbre para que a tramitação contra Moraes tenha início.
Apesar das cobranças, o presidente do Senado não indicou quando pretende tomar uma decisão sobre os novos pedidos. A posição de Alcolumbre é considerada decisiva para definir se as denúncias avançarão dentro da Casa ou continuarão sem tramitação.
Como funciona o impeachment de ministro do STF
A Constituição Federal estabelece que cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade.
Após o protocolo de uma denúncia, o pedido passa por etapas internas do Senado, incluindo análise técnica e avaliação dos órgãos competentes da Casa. Posteriormente, o processo pode ser submetido ao plenário para deliberação sobre seu prosseguimento.
Dessa forma, a decisão do presidente do Senado representa uma etapa fundamental para definir o destino dos novos pedidos apresentados contra Alexandre de Moraes.

