Autoridade aérea dos EUA alerta para atividade militar no espaço aéreo do México e da América Central
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu, nesta sexta-feira (16), um alerta às companhias aéreas sobre a presença de “atividade militar” em áreas do espaço aéreo próximas ao México e a países da América Central e do Sul. O órgão recomendou atenção redobrada durante operações nessas regiões, diante de possíveis situações consideradas potencialmente perigosas.
De acordo com a FAA, o aviso tem validade de 60 dias e aponta riscos que vão além da movimentação militar, incluindo eventuais interferências em sistemas de navegação por satélite, como o GPS, utilizados por aeronaves comerciais.
O alerta surge em meio ao endurecimento do discurso e das ações do governo norte-americano contra o narcotráfico internacional. No início de janeiro, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam realizar ataques terrestres contra cartéis, após operações já executadas contra embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico.
Nos últimos meses, as ações militares dos EUA na região do Caribe também têm se concentrado no combate a atividades ligadas ao regime da Venezuela, especialmente no setor petrolífero.
Na quinta-feira (15), autoridades norte-americanas apreenderam um petroleiro vinculado à Venezuela em águas do Caribe. Segundo o governo dos EUA, a embarcação integra a chamada “frota fantasma”, usada para driblar sanções impostas à indústria petrolífera venezuelana.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a operação demonstra que não há como escapar das medidas adotadas por Washington contra esse tipo de prática. Essa foi a sexta apreensão de navio ligada à Venezuela desde que os Estados Unidos intensificaram o bloqueio ao petróleo do país e passaram a exercer maior controle sobre ativos estratégicos venezuelanos.
A nova apreensão ocorreu poucas horas antes de um encontro entre o presidente Donald Trump e a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, previsto para ocorrer na Casa Branca, reforçando o clima de tensão política e militar na região.

