Wellington Dias deve assumir articulação política do governo Lula a partir de abril
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, é apontado como o próximo titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), órgão responsável pela coordenação política do governo federal junto ao Congresso Nacional e aos partidos da base aliada. A expectativa é de que a mudança ocorra em abril.
A Secretaria de Relações Institucionais tem status ministerial e desempenha papel central na engrenagem política do Planalto, especialmente em ano pré-eleitoral, com acesso direto ao presidente da República e influência direta nas decisões estratégicas do governo.
A troca no comando da pasta deve acontecer com a saída de Gleisi Hoffmann, atual ministra da SRI, deputada federal pelo Paraná e presidente nacional do PT. Para disputar as eleições proporcionais de 2026, Gleisi precisará se desincompatibilizar do cargo. Nos bastidores do Palácio do Planalto, o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Wellington Dias já é tratado como decisão praticamente consolidada.
Caso confirme a ida para a SRI, Wellington Dias terá como principal desafio fortalecer, unificar e ampliar a base governista no Congresso, além de atuar diretamente na articulação política nos estados. A atenção deve se concentrar especialmente no Nordeste, com destaque para estados estratégicos como Bahia e Ceará, e também na construção e alinhamento de chapas majoritárias para as eleições de 2026.
No Piauí, a possível nomeação tende a intensificar as tensões políticas internas. Interlocutores avaliam que, com o peso institucional do cargo e o respaldo direto de Lula, Wellington poderá ampliar sua influência sobre o cenário político estadual, inclusive buscando interferir na definição da chapa governista. A avaliação nos bastidores é de que a disputa local não se encerra com a escolha do vice e deve ganhar novos capítulos ao longo do processo eleitoral.
Com a possível chegada à Secretaria de Relações Institucionais, Wellington Dias retorna ao núcleo central das decisões políticas do governo federal, sinalizando um período de maior movimentação e disputas internas dentro do grupo governista, tanto no plano nacional quanto no estadual.

