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ONU cobra governo brasileiro após falhas de segurança e estrutura na COP30

A Organização das Nações Unidas enviou uma carta formal ao governo brasileiro criticando a organização da COP30, realizada em Belém. O documento, assinado por Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), foi encaminhado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao presidente da conferência, André Corrêa do Lago, e ao governador do Pará, Helder Barbalho.

A mensagem — descrita por diplomatas como um “alerta severo” — aponta falhas graves na segurança e na infraestrutura do evento, que é o maior encontro climático do planeta.

Invasão da Blue Zone acende alerta

O episódio que motivou o envio imediato da carta foi a invasão de manifestantes na Blue Zone, área restrita onde ocorrem negociações oficiais entre países.
Essa região, sob protocolo rígido de segurança internacional, só pode ser acessada por delegações credenciadas.

Stiell classificou o incidente como “inaceitável” e pediu medidas urgentes para garantir a integridade dos participantes e o funcionamento adequado da conferência.

ONU critica estrutura precária

Além da questão de segurança, o documento cita:

  • falhas no ar-condicionado em diversos pavilhões;
  • excesso de calor e desconforto para delegações;
  • infiltrações e vazamentos;
  • dificuldades de logística e organização.

Segundo o chefe da UNFCCC, tais problemas colocam o Brasil sob “luz desfavorável” no cenário internacional.

Governo responde

A Casa Civil afirmou que a segurança interna da COP é responsabilidade do UNDSS, departamento de segurança da própria ONU, mas reconheceu a necessidade de ajustes. O governo informou que ampliou o perímetro de proteção da Blue Zone, instalando novas barreiras, reforço policial e controle adicional de acesso.

Quanto à infraestrutura, prometeu reforçar climatização e realizar reparos emergenciais.

Repercussão internacional

A carta repercutiu entre delegações estrangeiras e especialistas em diplomacia ambiental, que consideram incomum a ONU formalizar críticas desse nível durante a própria conferência.

O episódio ocorre num momento em que o Brasil tenta se consolidar como liderança global na agenda climática e anfitrião confiável para grandes eventos multilaterais.

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