8 de janeiroDESTAQUEEx-ministro da DefesaRecentes

Aldo Rebelo questiona narrativa sobre tentativa de golpe e destaca necessidade de apuração judicial

O ex-ministro da Defesa e deputado federal Aldo Rebelo comentou, em entrevista recente, sobre a suposta tentativa de golpe envolvendo militares e ex-ministros, destacando que é preciso cautela antes de rotular ações como criminosas.

Rebelo ressaltou que qualquer investigação deve ocorrer dentro do devido processo legal, afirmando que “desde que haja um fato investigado, apurado e determinado como crime, claro que tem que ser caracterizado como crime, mas isso é o que a justiça tem que fazer, e não eu ou você”.

O parlamentar questionou a ideia de uma “tentativa de golpe” formalizada em documentos ou reuniões ministeriais, argumentando que, historicamente, golpes dependem de conspiração e apoio institucional. Ele lembrou exemplos históricos, como o golpe de 1964, que contou com ampla adesão do Congresso, governadores, imprensa, classe empresarial e até apoio internacional.

“Golpe é uma conspiração. Tem que ter apoio institucional. Se não há, que tipo de golpe é esse?”, disse Rebelo. Ele também citou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, questionando a lógica de caracterizar como golpe ações sem responsabilização de envolvidos.

O ex-ministro ainda destacou que, segundo manuais históricos, golpes não ocorrem com atas ou registros públicos de reuniões ministeriais, reforçando que a narrativa divulgada sobre suposta conspiração de janeiro não se enquadra nos padrões tradicionais de tentativa de golpe.

Rebelo concluiu: “Eu acho que isso, sinceramente, não está dentro do manual do golpe.”

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