Ex-diretor da PF é preso em operação contra corrupção no setor ambiental
O delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor da Polícia Federal (PF) durante o governo Lula e atualmente terceiro na hierarquia da pasta, foi preso na manhã desta quarta-feira (17) em uma operação que investiga corrupção no setor ambiental.
Teixeira é conhecido por ter conduzido as investigações do atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro em 2018, mas a prisão não tem relação com esse caso.
Fontes ligadas à operação afirmam que o objetivo é combater atos ilegais, independentemente de quem esteja envolvido, incluindo membros da própria PF.
Cargo e atuação atual
Teixeira deixou o cargo de diretor de Polícia Administrativa da PF no fim de 2024 e atualmente ocupa a função de diretor de administração e finanças no Serviço Geológico do Brasil/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (SGB/CPRM).
Ele é suspeito de ser administrador oculto de uma empresa de mineração envolvida no esquema investigado. Segundo as apurações, Teixeira teria usado seu cargo na PF para influenciar investigações e favorecer seus interesses comerciais, principalmente no setor de mineração.
Esquema investigado
A operação identificou lucros ilegais superiores a R$ 1,5 bilhão e investiga outros servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Fraudes em órgãos estaduais de Minas Gerais também estão sendo apuradas. Mais de 40 empresas estão envolvidas, e as ações teriam causado danos ambientais significativos, afetando áreas de preservação.
Histórico de Rodrigo de Melo Teixeira
Rodrigo Teixeira se destacou por grandes investigações:
- 2018: liderou a apuração do atentado contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora.
- 2019: investigou o rompimento da barragem de Brumadinho.
- 2024: nomeado para o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras.
Sua carreira inclui ainda cargos de destaque em Minas Gerais, como secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente e secretário municipal de Segurança de Belo Horizonte.
A operação reforça o foco da PF no combate a esquemas de corrupção e fraudes ambientais, independentemente do nível hierárquico dos envolvidos.

