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Defesa de militar reforça pedido para Mendonça suspender ação sobre suposta trama golpista

A defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima voltou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da ação penal em que o militar é réu por tentativa de golpe de Estado. O novo pedido foi protocolado nesta segunda-feira (8) e direcionado ao ministro André Mendonça.

Pedido de habeas corpus

No fim de agosto, os advogados de Lima já haviam apresentado um habeas corpus alegando irregularidades na prisão preventiva. Agora, reforçam o argumento de “constrangimento ilegal evidente” contra o militar e pedem atuação imediata do ministro.

“Seja pela via da revogação da prisão preventiva, seja pela suspensão da ação penal até a depuração das nulidades, impõe-se a atuação imediata desta Suprema Corte, em sede liminar ou até mesmo de ofício”, diz a defesa.

Núcleo 3 da trama golpista

O processo no qual Lima é réu faz parte do núcleo 3 da suposta trama golpista, atualmente na fase de alegações finais. Entre os acusados estão nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal. Eles respondem por crimes como:

  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • organização criminosa armada;
  • dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União;
  • deterioração de bem tombado.

Réus do núcleo 3

  • Bernardo Romão Correa Netto, coronel;
  • Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira, general da reserva;
  • Fabrício Moreira de Basto, coronel;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel;
  • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel;
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel;
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel;
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.

Julgamento no STF

O julgamento do núcleo 3 ainda não tem data definida e será analisado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Ainda que Mendonça aceite suspender a ação contra Lima, o andamento dos outros processos não será afetado. O chamado núcleo crucial, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já está em julgamento.

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