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Edson Fachin é eleito presidente do STF; Alexandre de Moraes será vice

O ministro Edson Fachin foi eleito nesta quarta-feira (13) presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), com mandato de dois anos. A posse está prevista para 29 de setembro. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes.

A eleição ocorreu de forma simbólica no plenário, seguindo o critério de antiguidade previsto no regimento interno, que determina que o cargo seja ocupado pelo ministro mais antigo que ainda não presidiu a Corte. Fachin, atualmente vice-presidente, sucederá Luís Roberto Barroso, cujo mandato termina em setembro.

Ao parabenizar Fachin, Barroso ressaltou sua importância para o cenário nacional:
“Considero, pessoalmente e institucionalmente, que é uma sorte para o país, nesta conjuntura, ter uma pessoa com essa qualidade moral e intelectual conduzindo o tribunal. Desejo que seja muito feliz e abençoado nos próximos dois anos.”

Fachin agradeceu a confiança dos colegas e destacou seu compromisso com a colegialidade e o diálogo:
“Reitero a honra de integrar esta Corte. Recebo a eleição como uma missão e com a consciência de um dever a cumprir.”

Alexandre de Moraes também comentou a escolha:
“É uma grande honra e alegria poder ser novamente vice-presidente de Edson Fachin, com quem já trabalhei no Tribunal Superior Eleitoral.”

Perfil de Edson Fachin
Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Fachin tomou posse no STF em junho de 2015. Natural de Rondinha (RS), formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). No Supremo, foi relator de casos de grande repercussão, como a Operação Lava Jato, o processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e a ADPF das Favelas, que definiu medidas para reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro.

Perfil de Alexandre de Moraes
Formado pela USP, Moraes foi empossado no STF em março de 2017, indicado pelo ex-presidente Michel Temer. Antes de chegar à Corte, atuou como secretário de Segurança Pública e de Transportes de São Paulo e como ministro da Justiça no governo Temer. No Supremo, é relator das ações penais da chamada trama golpista.

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