Tomé Abduch questiona dados oficiais e critica programas sociais em debate sobre desemprego no Brasil
O Deputado estadual de São Paulo Tomé Abduch trouxe uma análise crítica sobre os números do desemprego no Brasil, que atualmente são divulgados em 5,6% pelo governo.
Abduch destaca que, dos 212 milhões de brasileiros, cerca de 100 milhões estão em idade de trabalhar. Desse total, segundo ele, 53 milhões recebem benefícios do Bolsa Família, 13 milhões são funcionários públicos e 25 milhões são aposentados ou pensionistas. Isso, segundo o economista, deixaria apenas 10 milhões de pessoas “ativas” sustentando toda a população.
“O desemprego nunca esteve tão alto na história do Brasil, porque muitos não entram nas estatísticas oficiais. Quem está no Bolsa Família, por exemplo, não é contabilizado como desempregado, mesmo que não esteja produzindo renda ou riqueza”, afirma.
Abduch também critica a relação entre programas sociais e a oferta de mão de obra, apontando que o Estado acaba arcando com grande parte da população que não trabalha. Ele afirma que esse cenário, aliado a incentivos do governo, cria uma dependência de programas sociais e pode ter efeitos políticos, sobretudo em períodos eleitorais.
O economista defende a meritocracia como caminho para o desenvolvimento: “Quando se gera emprego, a população recebe, consome, a indústria produz mais e o país se desenvolve. Esse é o modelo que precisamos para sermos competitivos”.

