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Tarcísio critica omissão do Brasil na crise venezuelana e defende postura pragmática no pós-Maduro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Brasil falhou em exercer liderança regional durante a crise na Venezuela, o que, segundo ele, abriu espaço para a intervenção dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro no sábado (3.jan.2026). Para o governador, a ação norte-americana encerra um “ciclo negativo” no país vizinho e cria oportunidades para reconstrução política e econômica.

Tarcísio declarou que o Brasil, por seu peso econômico e territorial, poderia ter conduzido uma transição democrática negociada. Avaliou que a postura adotada pelo governo Lula isolou o país diplomaticamente e destoou do sentimento predominante na América do Sul, onde a queda de Maduro teria sido bem recebida por governos que consideravam o regime “insustentável”.

O governador defendeu a restauração da democracia na Venezuela, com eleições livres e acompanhadas internacionalmente, e destacou o potencial econômico do país no cenário pós-Maduro. Segundo ele, o Brasil pode se beneficiar se adotar uma postura pragmática, reconhecendo rapidamente um governo legítimo e participando da reconstrução.

Tarcísio também criticou a relação histórica de governos brasileiros com Caracas, afirmando que Maduro sempre foi tratado como aliado político, e classificou a atuação do Brasil no episódio como “irrelevante” diante do cenário regional.

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