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STF identifica indícios de que vazamento de reunião sobre caso Master partiu de ministros

O Supremo Tribunal Federal já identificou indícios sobre o vazamento de uma reunião reservada que tratou do relatório da Polícia Federal no chamado caso Master. A conversa, convocada pelo ministro Edson Fachin, acabou sendo divulgada pela imprensa, com a reprodução integral das falas dos participantes.

De acordo com apurações internas, apenas ministros presentes teriam condições técnicas de registrar e compartilhar o conteúdo do encontro. A reunião ocorreu em uma sala de videoconferência próxima ao gabinete de Fachin, escolhida justamente para garantir maior nível de sigilo. Três computadores estavam conectados: um instalado na própria sala, sem operador direto, e outros dois utilizados remotamente pelos ministros Luiz Fux e André Mendonça.

Tanto Fux quanto Mendonça negam qualquer envolvimento no vazamento. Eles também mencionam a possibilidade de que o conteúdo tenha sido divulgado por meio de celulares manuseados durante a reunião.

O episódio gerou forte desgaste interno. Nos bastidores, ministros avaliam que o vazamento comprometeu a confiança necessária para a realização de novos encontros reservados. A percepção predominante é de que, após o ocorrido, dificilmente haverá ambiente para conversas sigilosas entre os integrantes da Corte.

Há ainda avaliação crítica sobre a estratégia adotada. Para integrantes do tribunal, o relatório da Polícia Federal representava um ato processual formal e, portanto, deveria ter sido analisado em sessão pública, conforme a praxe da Corte.

A expectativa agora se volta para novos relatórios da Polícia Federal, que devem detalhar informações obtidas a partir da análise do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

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