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Rompimento em área de mineração em Minas reacende alerta e esclarece termos técnicos do setor

Um rompimento registrado neste domingo (25) em uma estrutura ligada à mineração, na região da Mina de Fábrica, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, provocou apreensão e prejuízos em áreas operacionais próximas. O incidente ocorreu justamente no dia em que se completaram sete anos da tragédia de Brumadinho, que deixou 272 mortos, o que ampliou a repercussão do caso.

Embora a área atingida esteja mais próxima do centro urbano de Congonhas, o ponto exato do colapso fica em território de Ouro Preto. A mineradora responsável informou que se tratou de um extravasamento de água com sedimentos, proveniente de uma estrutura ligada à cava da mina.

O volume de água liberado acabou alagando setores da unidade Pires, pertencente à CSN Mineração, incluindo oficinas, acessos internos, almoxarifado e áreas de embarque, comprometendo temporariamente diversas atividades no local.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o episódio foi provocado pelo rompimento de um “sump”, estrutura usada para armazenar e drenar a água acumulada no interior da cava. Esses reservatórios recebem água da chuva e de infiltrações naturais, evitando o alagamento das áreas de extração mineral. Com o colapso, a água represada acabou se espalhando pela região.

O episódio trouxe à tona termos técnicos comuns na mineração, mas pouco conhecidos pelo público em geral. A cava é o local onde ocorre a extração do minério, formando grandes escavações a céu aberto. O sump funciona como um reservatório ou poço de drenagem dentro da cava, destinado a coletar a água acumulada para posterior bombeamento. Já a barragem é a estrutura usada para armazenar rejeitos resultantes da produção mineral. O dique, por sua vez, é uma parede de contenção que pode integrar ou reforçar uma barragem, servindo para impedir o avanço de materiais ou líquidos.

A Defesa Civil foi acionada e confirmou que a ocorrência se deu em uma área rural, distante tanto da sede de Ouro Preto quanto de seus distritos. Equipes municipais e estaduais foram deslocadas para o local com o objetivo de verificar as causas do rompimento e avaliar possíveis impactos ambientais e estruturais.

O Governo de Minas informou que mantém equipes em campo, com a atuação integrada de bombeiros, policiais e técnicos ambientais, para acompanhar a situação e garantir que todos os esclarecimentos sejam prestados à população.

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