Reajuste do piso dos professores gera críticas e frustra parte da categoria
A Medida Provisória assinada pelo presidente Lula nesta quarta-feira (21), que define o novo piso salarial nacional dos professores em R$ 5.130,63, provocou reações negativas entre educadores e entidades representativas da categoria em todo o país.
Embora o governo tenha apresentado o índice de 5,4% como avanço, muitos profissionais da educação consideram o reajuste insuficiente diante das perdas acumuladas nos últimos anos e do atual custo de vida. Para parte dos docentes, o aumento não representa uma valorização efetiva da carreira.
Entre os principais pontos levantados por sindicatos e associações está o baixo ganho real. Com a inflação girando em torno de 3,9%, o acréscimo prático ao poder de compra seria pequeno, especialmente diante da alta nos preços de itens básicos, como alimentos e transporte.
Outro aspecto que gerou insatisfação foi a expectativa frustrada por um reajuste maior. Entidades defendiam um percentual superior a 6% como forma de iniciar a recomposição salarial, o que acabou não se confirmando com a medida anunciada.
Também houve críticas ao atraso na divulgação do novo piso. O Ministério da Educação tradicionalmente anuncia o reajuste em janeiro, mas, neste ano, a definição ocorreu fora do prazo esperado, o que aumentou a tensão e a percepção de descaso com a pauta educacional.
Nas redes sociais, professores classificaram o reajuste como “insuficiente” e “distante da realidade”, afirmando que o valor ainda não garante condições dignas para quem atua na formação de milhões de estudantes em todo o país.

