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Quem foi Charlie Kirk, ativista conservador morto em atentado nos EUA

O ativista conservador Charlie Kirk, aliado próximo do ex-presidente Donald Trump, foi morto na noite de quarta-feira (10), após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante um evento na Universidade Utah Valley (UVU), em Orem, Utah. Ele tinha 31 anos.

O atentado

De acordo com a universidade, o disparo ocorreu no pátio próximo à praça de alimentação do campus, quando Kirk iniciava sua fala em um encontro que reuniu cerca de 3 mil pessoas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que ele respondia a uma pergunta sobre tiroteios em massa no país e foi atingido por um único tiro, caindo logo em seguida.

Levado ao hospital por seguranças, Kirk não resistiu aos ferimentos. Testemunhas relataram pânico e correria no local. Segundo fontes citadas pela CBS, o disparo teria sido feito de uma posição elevada, em um prédio acadêmico, a uma distância de até 180 metros.

A polícia federal americana (FBI) informou que um suspeito chegou a ser detido, mas foi liberado após prestar depoimento. “Nossa investigação continua e seguiremos divulgando informações em prol da transparência”, declarou o diretor do órgão, Kash Patel.

Trajetória

Kirk era uma das vozes mais influentes do conservadorismo nos Estados Unidos. Fundou, aos 18 anos, o grupo Turning Point USA, dedicado a mobilizar estudantes em defesa de valores como livre mercado, Estado limitado e conservadorismo cultural.

O ativista também apresentava um podcast diário e acumulava milhões de seguidores nas redes sociais. Frequentemente, se envolvia em debates públicos sobre identidade de gênero, mudanças climáticas, fé e família. Em 2020, lançou o livro “A Doutrina Maga”, referência ao lema de Trump, Make America Great Again.

Além de seu ativismo, Kirk era presença constante em eventos republicanos e chegou a discursar na tradicional Oxford Union, no Reino Unido. Sua proximidade com Trump e seu filho, Donald Trump Jr., reforçaram seu peso político dentro da base republicana.

Repercussão

A morte de Kirk gerou forte comoção entre aliados conservadores e líderes políticos. Donald Trump determinou que bandeiras fossem hasteadas a meio-mastro em todo o país.

“O Grande, e até mesmo Lendário, Charlie Kirk está morto. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim”, escreveu Trump na Truth Social.

O presidente Joe Biden também se manifestou, condenando a violência:

“Não há lugar em nosso país para esse tipo de violência. Isso precisa acabar agora. Jill e eu estamos rezando pela família e pelos entes queridos de Charlie Kirk.”

No Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lamentou a morte do ativista, lembrando sua ligação com o bolsonarismo e a entrevista concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro em 2023.

Legado

Charlie Kirk deixa a esposa, Erika — ex-Miss Arizona —, e dois filhos. Admirado e criticado em igual medida, ele era considerado um dos principais articuladores do movimento conservador entre jovens nos EUA.

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