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Promotor alerta que Brasil corre risco de se tornar um narcoestado e defende agência antimáfia

O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga o PCC há mais de 20 anos, alertou que o Brasil corre sério risco de se tornar um narcoestado nas próximas décadas.

Segundo Gakiya, o grupo criminoso já atua em 28 países e evoluiu de ações violentas para a infiltração na economia formal, por meio de lavagem de dinheiro, incluindo a aquisição de postos de gasolina e concessionárias de veículos.

O promotor defende a criação de uma agência nacional antimáfia, inspirada nos modelos italianos, que teria como objetivo unificar e coordenar as ações de segurança, atualmente fragmentadas entre diferentes órgãos.

A proposta, porém, enfrenta resistência. O diretor-geral da Polícia Federal afirmou que a própria corporação já desempenha esse papel. Gakiya rebateu, afirmando que, se fosse verdade, o país não estaria enfrentando o atual cenário de expansão do crime organizado.

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