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Procon notifica distribuidoras após alta considerada suspeita no preço da gasolina em Teresina

O Procon notificou nove distribuidoras de combustíveis que atuam no Piauí após identificar aumentos considerados atípicos no preço da gasolina comercializada em postos de Teresina. Em alguns estabelecimentos, o reajuste chegou a cerca de 8%, o que motivou a abertura de fiscalização pelo órgão de defesa do consumidor.

De acordo com o chefe de fiscalização do Procon, Arimateia Arêa Leão, o monitoramento começou após motoristas denunciarem elevação rápida nos preços nos postos da capital. Segundo ele, as variações chamaram atenção porque ocorreram sem anúncio oficial de reajuste nas refinarias da Petrobras.

Distribuidoras terão prazo para explicar reajustes

Durante as inspeções, proprietários de postos informaram aos fiscais que apenas repassaram aumentos que já estariam sendo aplicados pelas distribuidoras. Diante disso, o Procon decidiu notificar diretamente as empresas responsáveis pelo fornecimento.

As distribuidoras terão prazo de cinco dias para apresentar explicações formais sobre a origem dos reajustes. Caso as justificativas não sejam consideradas satisfatórias, o caso poderá ser encaminhado a outros órgãos de fiscalização e defesa da concorrência.

Preços variaram em curto período

Segundo o Procon, os dados coletados indicam que os valores praticados pelas distribuidoras estavam mudando quase diariamente, com cada novo carregamento chegando aos postos com preço diferente.

Durante as fiscalizações, o diesel foi encontrado sendo vendido nas distribuidoras por cerca de R$ 6,98, valor que posteriormente foi repassado aos postos. Já a gasolina, que anteriormente era comercializada por aproximadamente R$ 5,22, passou a aparecer em bombas por cerca de R$ 5,67 em alguns estabelecimentos.

Caso também é investigado em outros estados

A movimentação no Piauí ocorre em meio a uma preocupação nacional com aumentos semelhantes. A Secretaria Nacional do Consumidor enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica solicitando investigação sobre reajustes registrados em diversos estados, incluindo Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e o Distrito Federal.

Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de que distribuidoras estejam reajustando preços com base em fatores externos, como oscilações no mercado internacional de petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio, mesmo sem alteração oficial nos valores das refinarias.

Enquanto aguardam as respostas das empresas notificadas, os órgãos de defesa do consumidor continuam acompanhando a situação para verificar se houve irregularidade na formação dos preços e se os aumentos respeitam as regras de concorrência e transparência do mercado.

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