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Prefeitura de Teresina doa terreno a empresário investigado em operação sobre combustíveis

A Prefeitura de Teresina autorizou a doação de um terreno no Polo Empresarial Sul para a empresa Arla Natural Ltda, representada por Haran Santhiago Girão Sampaio, empresário que foi alvo da Operação Carbono Oculto 86, investigação que apura a atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis do Piauí. A autorização consta em decreto publicado no Diário Oficial do Município em 10 de setembro de 2025.

O imóvel, com área de 4.281,24 m², foi cedido para implantação de atividades ligadas ao setor empresarial. A decisão é assinada pelo prefeito Sílvio Mendes.

Haran Sampaio, ex-proprietário dos postos HD, é citado nas investigações que apontam possíveis ligações entre grupos empresariais e facções criminosas. De acordo com a Polícia Civil, ele é um dos nomes monitorados no inquérito que analisa movimentações financeiras e relações comerciais suspeitas no estado.

A doação do terreno reacendeu debates sobre critérios e processos de concessão de áreas públicas. O caso também chamou atenção pela proximidade pessoal entre Haran e Victor Linhares, ex-assessor político e ex-secretário de Articulação Institucional da própria Prefeitura. Victor foi exonerado dias após a operação policial, o que gerou questionamentos nos bastidores sobre possível interferência ou vazamento de informações — hipótese que não foi confirmada pelas autoridades, mas permanece em análise.

Outro ponto citado nas investigações é que Haran e seu sócio, Danillo Coelho, deixaram Teresina pouco antes da deflagração da operação, sendo abordados posteriormente em aeroportos diferentes. A polícia apura se houve tentativa de evitar medidas judiciais.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Haran, Victor e Danillo em viagens internacionais e eventos privados, o que reforçou o interesse público sobre a relação entre os envolvidos.

A Prefeitura ainda não se manifestou publicamente sobre o processo de concessão do terreno nem sobre eventuais revisões do ato administrativo. O caso segue repercutindo entre vereadores, especialistas em gestão pública e órgãos de controle.

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