Piauí tem o menor salário final para professores do país, aponta levantamento
Um levantamento nacional sobre a remuneração de professores da rede estadual colocou o Piauí na última posição do ranking brasileiro de salários finais pagos ao magistério. De acordo com os dados, a remuneração média final no estado chega a R$ 5.090,10, o menor valor entre todas as unidades da federação.
O contraste é significativo quando comparado a outros estados. Em Mato Grosso do Sul, que lidera o ranking, a remuneração final pode ultrapassar R$ 26 mil. Em estados como Ceará e São Paulo, os valores também superam R$ 14 mil em determinadas condições da carreira.
O levantamento considera o salário final da carreira docente, com ou sem gratificações, e não inclui adicionais por tempo de serviço pagos em algumas unidades da federação.
A divulgação do ranking chama atenção porque ocorre em um momento em que o governo do Piauí tem destacado frequentemente a educação como uma de suas principais áreas de investimento, apresentando o sistema estadual como referência em resultados educacionais.
Nos bastidores políticos, os números também reacenderam críticas à gestão da Secretaria de Educação durante o período em que esteve sob comando de Washington Bandeira, apontado como possível candidato a vice-governador na chapa do governador Rafael Fonteles.
Para críticos da política educacional do estado, o levantamento expõe uma contradição entre os indicadores de desempenho divulgados pelo governo e a remuneração paga aos profissionais da educação. Segundo educadores e observadores da área, apesar de avanços apontados em alguns índices educacionais, a valorização salarial da categoria permanece entre as mais baixas do país.
Com Washington Bandeira cotado para disputar a eleição majoritária ao lado do atual governador, a discussão sobre valorização docente e política salarial para professores tende a ganhar espaço no debate político no Piauí.

