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MPPI investiga Equatorial por atraso na ligação de energia em Capitão de Campos

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) abriu uma investigação preliminar para apurar possível falha na prestação de serviço da Equatorial Piauí após denúncia de demora na ligação de energia elétrica em um imóvel no município de Capitão de Campos.

A apuração foi instaurada por meio da Portaria nº 19/2026, assinada pelo promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro, responsável pela 3ª Promotoria de Justiça de Piripiri. O objetivo é verificar se houve descumprimento de prazos por parte da concessionária e se a situação configura violação aos direitos do consumidor.

De acordo com o MPPI, a investigação teve início após a proprietária do imóvel relatar que está sem fornecimento de energia elétrica mesmo depois de realizar diversos pedidos formais de ligação ao longo de 2025. Segundo a denúncia, as solicitações foram feitas nos meses de março, maio e junho. Inicialmente, a empresa teria informado que a instalação seria concluída até o dia 2 de junho de 2025, prazo que não foi cumprido.

Posteriormente, ao buscar atendimento presencial em uma unidade da concessionária em Piripiri, a consumidora foi informada de que o serviço poderia ser realizado até dezembro de 2025. Em novo contato, contudo, recebeu a previsão de que a ligação só ocorreria em junho de 2026, o que motivou a reclamação junto ao Ministério Público.

Ainda conforme o relato, a moradora afirmou ter adquirido da própria empresa o poste necessário para a instalação do medidor, restando pendente apenas a efetivação da ligação da energia.

Na portaria, o MPPI ressalta que o caso pode não se limitar a uma situação individual. O órgão avalia a possibilidade de impacto coletivo, caso outros consumidores também estejam enfrentando atrasos semelhantes na prestação do serviço essencial.

O prazo inicial para conclusão da investigação é de 60 dias, podendo ser prorrogado por mais 30. Ao final, o Ministério Público deverá decidir se adota medidas administrativas ou judiciais para assegurar a regularização do fornecimento e prevenir novas ocorrências.

Procurada, a Equatorial Piauí ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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