DESTAQUERecentesSTF

Ministra do STM alerta contra retorno da ditadura em ato pelos 50 anos da morte de Vladimir Herzog

A ministra do Supremo Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, afirmou nesta sexta-feira que o autoritarismo ainda assombra o Brasil e que o país não pode permitir o retorno da ditadura. As declarações foram feitas durante o ato em memória dos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, que reuniu autoridades, políticos e representantes de diferentes religiões.

“Esse ato significa que não podemos permitir que a ditadura retorne. Temos que lutar incessantemente por um Estado Democrático de Direito, porque, lamentavelmente, o autoritarismo nos assombra mesmo em tempos em que imaginávamos a democracia consolidada no país”, disse a ministra.

Maria Elizabeth pediu perdão a Herzog, aos familiares e às vítimas da ditadura, incluindo aqueles que sofreram torturas, mortes, desaparecimentos forçados e exílio, destacando os equívocos cometidos pela Justiça Militar Federal durante o regime autoritário.

A ministra é a primeira mulher eleita para presidir o STM, cargo que assumiu em março e que exercerá até 2027. Ela também foi a única a votar pela manutenção da prisão dos nove militares envolvidos na morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, vítima de um ataque com 80 tiros no Rio de Janeiro.

O evento contou ainda com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, que comentou sobre a expectativa positiva para o encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump.

A cerimônia, organizada pelo Instituto Vladimir Herzog e pela Comissão Arns, seguiu a tradição de reunir representantes de três religiões diferentes, com condução do arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, do rabino Uri Lam e da pastora Anita Wright, filha do pastor Jaime Wright.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *