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Lula e Trump preparam reunião em Washington com foco em terras raras e comércio

Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um breve encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump abriu caminho para uma reunião oficial em Washington. O convite foi feito pelo republicano na última terça-feira (23), logo após o discurso do presidente brasileiro, e confirmado publicamente durante a participação de Trump na ONU.

Segundo relatos diplomáticos, o contato inicial durou menos de um minuto, marcado por um abraço e troca de palavras cordiais. O ex-presidente dos EUA afirmou ter tido uma “química excelente” com Lula e transformou o gesto em promessa de encontro formal na capital americana já na próxima semana.

Pauta econômica e estratégica

De acordo com fontes do governo brasileiro, a agenda será restrita e centrada em temas econômicos. Entre os principais pontos de negociação está o interesse norte-americano na exploração de terras raras no Brasil, minerais considerados essenciais para a indústria tecnológica. Também está prevista a criação de um grupo de trabalho para ampliar o comércio bilateral e discutir novos acordos setoriais.

Temas excluídos e divergências esperadas

Diplomatas confirmam que questões internas, como a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e os ataques ao Supremo Tribunal Federal, não entrarão na pauta. Para Washington, o assunto é “inaceitável” como base de diálogo.

Outro ponto sensível será a regulação das redes sociais. O governo Trump deve pressionar por maior flexibilidade ou adiamento das medidas em discussão no Brasil, alinhando-se às grandes empresas de tecnologia. Já o Planalto defende a regulamentação para aumentar a responsabilidade das plataformas, sinalizando possíveis atritos nas negociações.

Reaproximação após tensões

O gesto de Trump ocorre em meio a um período de relações desgastadas entre os dois países. Nas últimas semanas, Washington impôs sanções a autoridades brasileiras e anunciou novas tarifas sobre produtos nacionais.

Ainda assim, a reunião em Washington é interpretada como tentativa de reaproximação e oportunidade para redefinir pontos de cooperação estratégica, com impacto direto na diplomacia e na economia bilateral.

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