DESTAQUENotíciaRecentes

Indígenas mantêm protesto no Rio Tapajós e denunciam ameaças após intimação judicial

Um grupo de indígenas da região do Rio Tapajós afirma estar sob risco após mais de 30 dias de mobilização em frente à unidade da empresa Cargill, em Santarém (PA).

Segundo representantes do Conselho Indígena Tupinambá, os manifestantes receberam uma intimação determinando o encerramento do acampamento no prazo de 48 horas.
De acordo com a entidade, o protesto é contra medidas que, segundo os indígenas, abririam caminho para a dragagem do leito do Rio Tapajós com o objetivo de ampliar a navegação de grandes embarcações de carga.

O movimento sustenta que a intervenção poderia provocar impactos ambientais significativos e afetar comunidades tradicionais que dependem do rio para subsistência.
Os manifestantes citam o Decreto nº 12.600, assinado em 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como base para a preocupação com a possível concessão e obras de aprofundamento do rio. Para o grupo, não houve consulta adequada às populações indígenas potencialmente impactadas.

A mobilização ocorre nas proximidades da unidade da Cargill em Santarém, município estratégico para o escoamento de grãos na região Norte. Em nota nas redes sociais, o Conselho afirma que a medida judicial representa ameaça direta aos manifestantes e pede maior visibilidade ao caso.

Até o momento, não houve divulgação oficial sobre eventual operação de desocupação. O impasse deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, enquanto lideranças indígenas cobram diálogo e estudos técnicos sobre os possíveis impactos ambientais e sociais no Rio Tapajós.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *