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Homem ligado a facção é condenado a mais de 32 anos por homicídio brutal em Bom Jesus (PI)

O Tribunal do Júri de Bom Jesus condenou, nesta segunda-feira (13), Gabriel Lacerda Braúna a 32 anos, 7 meses e 17 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Ele foi apontado como o piloto da motocicleta usada na fuga após o assassinato de Gabriel Rosal Silva, ocorrido em dezembro de 2022.

Assassinato com características de execução

O crime aconteceu na madrugada do dia 30 de dezembro de 2022, no bairro Josué Parente, quando a vítima, de 21 anos, foi surpreendida enquanto dormia. De acordo com as investigações, os criminosos invadiram a casa e efetuaram 19 disparos de arma de fogo, atingindo Gabriel Rosal pelas costas e novamente após ele cair no chão, dentro do quarto da mãe.

As apurações indicam que o assassinato foi encomendado por integrantes de uma facção criminosa, possivelmente ligada ao PCC, como parte de uma retaliação interna. O condenado teria dado apoio logístico na fuga e, segundo testemunhas, apareceu em vídeo comemorando a execução junto aos autores dos disparos.

Júri reconheceu todas as qualificadoras

O Conselho de Sentença considerou o crime motivado por razões torpes, com extrema crueldade e de modo que impediu a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida em regime fechado, conforme decisão do juiz Cléber Roberto Soares de Souza.

Além de Gabriel Lacerda, outros dois suspeitos — conhecidos pelos apelidos “Nego John” e “Hollywood” — continuam sendo investigados pela Polícia Civil.

Defesa teve recurso negado

A defesa tentou suspender o julgamento alegando falta de provas, mas o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) manteve a acusação, citando laudos periciais, depoimentos de testemunhas e um vídeo como elementos suficientes que apontam a autoria do crime.

Facção e tribunal do crime

De acordo com o Ministério Público do Piauí (MPPI), o homicídio foi resultado de um “tribunal do crime” interno, no qual a vítima teria sido condenada sob suspeita de trair o grupo. A emboscada ocorreu por volta das 4h20 da manhã, com familiares presenciando o ataque.

Durante o julgamento, o promotor Francildo Corrêa Teixeira destacou a gravidade do caso:

“Foi uma execução planejada, marcada por extrema violência e pelo total desprezo à vida humana.”

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