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Haddad alerta para possível maior fraude bancária já registrada no país no caso Master

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o chamado caso Master pode representar a maior fraude bancária da história do Brasil. A declaração foi feita em meio às investigações que envolvem a liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025.

Segundo Haddad, há uma atuação integrada entre diferentes órgãos públicos para esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e, se possível, garantir o ressarcimento dos prejuízos causados. O ministro destacou o alinhamento entre o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU) para assegurar transparência e rigor técnico na apuração.

De acordo com o titular da Fazenda, o trabalho conduzido pelo Banco Central é consistente e segue critérios técnicos sólidos. Ele ressaltou que o caso exige cautela, respeito ao direito de defesa e, ao mesmo tempo, firmeza na proteção do interesse público diante da gravidade das suspeitas.

A liquidação do Banco Master está agora sob análise do TCU. Inicialmente, o relator do processo, ministro Jonathan de Jesus, havia determinado uma inspeção individual em documentos do Banco Central relacionados ao caso. Após questionamentos e repercussão negativa, a decisão foi revista, e o assunto passou a ser tratado de forma colegiada no plenário do tribunal. Posteriormente, o Banco Central retirou o recurso que havia apresentado sobre o procedimento.

Em reunião recente entre as presidências do TCU e do Banco Central, ficou definido que a liquidação do banco não será revertida. O tribunal, no entanto, fará uma análise técnica dos documentos que embasaram a decisão, com o objetivo de verificar a consistência das informações.

Os trabalhos já começaram e estão sendo conduzidos por técnicos do TCU dentro da própria sede do Banco Central, em ambiente controlado, para preservar o sigilo bancário e empresarial. A expectativa é de que essa etapa seja concluída em até 30 dias.

Enquanto isso, investidores aguardam o ressarcimento de valores aplicados no Banco Master. Cerca de 1,6 milhão de pessoas físicas e jurídicas têm direito a receber até R$ 250 mil cada, dentro das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O montante total a ser pago pode ultrapassar R$ 41 bilhões, configurando o maior resgate já realizado pelo fundo.

Até o momento, o FGC não informou a data exata para o início dos pagamentos nem se os valores serão corrigidos. Em comunicado, o fundo afirmou apenas que o processo de reembolso será iniciado assim que for possível.

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