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Governo do DF pede ao ministro Alexandre de Moraes avaliação médica de Bolsonaro antes de possível prisão na Papuda

O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma avaliação médica. O objetivo é verificar se o ex-presidente apresenta condições clínicas compatíveis com o cumprimento de eventual pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

De acordo com o documento, a solicitação ocorre diante da proximidade do julgamento dos recursos apresentados na ação penal que trata da trama golpista. O texto pede que Bolsonaro seja examinado por uma equipe especializada para avaliar seu estado de saúde e verificar se o sistema prisional do DF tem estrutura adequada para prestar o atendimento médico e nutricional necessário.

“Solicita-se que o apenado Jair Messias Bolsonaro seja submetido à avaliação médica por equipe especializada, a fim de que seja realizada avaliação de seu quadro clínico e a sua compatibilidade com a assistência médica e nutricional disponibilizadas nos estabelecimentos prisionais desta Capital”, diz trecho do ofício encaminhado ao STF.

A Seape destacou ainda o histórico médico do ex-presidente, lembrando que Bolsonaro passou por diversas cirurgias abdominais nos últimos anos e precisou de atendimento emergencial em setembro de 2025, quando foi levado ao Hospital DF Star e ficou internado durante a noite.

Condenação e cumprimento da pena

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes. A sentença prevê regime inicial fechado, já que a pena supera oito anos. O local de cumprimento, contudo, só será definido após o julgamento definitivo dos recursos.

Uma das hipóteses é que o ex-presidente seja encaminhado à Papuda, que possui presídios de segurança máxima e uma ala destinada a presos considerados vulneráveis, como políticos, policiais e idosos. Essas celas possuem cerca de 30 m², camas tipo beliche, chuveiro e vaso sanitário, além de direito a quatro refeições diárias e duas horas de banho de sol.

Atualmente, Bolsonaro segue em prisão domiciliar preventiva em sua casa, no Jardim Botânico, em Brasília, por outra investigação conduzida pelo STF relacionada a ações de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL), em ataques a autoridades brasileiras nos Estados Unidos.

Em nota, a Seape afirmou que o caso é tratado de forma institucional e sigilosa junto à Suprema Corte e, por isso, não comentará o conteúdo das comunicações enviadas.

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