Girão pede à PGR análise sobre imparcialidade de Toffoli em inquérito do Caso Banco Master
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) protocolou um pedido junto à Procuradoria-Geral da República para que seja avaliada a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, na condução do inquérito que apura irregularidades no chamado Caso Banco Master. O parlamentar sustenta que há indícios de possível conflito de interesse e questiona a isenção do magistrado para continuar à frente da relatoria.
Segundo o senador, a permanência de Toffoli no comando das investigações pode comprometer a credibilidade do processo, diante de suspeitas relacionadas a vínculos pessoais que poderiam afetar sua imparcialidade. O pedido busca verificar se existem elementos jurídicos suficientes para justificar o afastamento do ministro da função.
O Caso Banco Master investiga um esquema de fraudes de grandes proporções envolvendo operações financeiras entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). As apurações já resultaram na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros executivos ligados à instituição, além de uma série de medidas cautelares determinadas pelo Supremo.
Entre as decisões tomadas pelo relator estão a prorrogação do prazo das investigações por mais 60 dias, a autorização para a quebra de sigilos bancário e fiscal de mais de cem pessoas físicas e jurídicas, e o bloqueio de aproximadamente R$ 5,7 bilhões em bens e valores considerados suspeitos.
Com a iniciativa, Girão pretende que a PGR examine de forma técnica se há fundamentos para solicitar a substituição do relator, com o objetivo de preservar a transparência e a confiança pública na condução do inquérito. A Procuradoria ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido.

