Flávio Bolsonaro pede pressão internacional por eleições com “valores de origem americana” em discurso nos EUA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu que haja pressão diplomática internacional para que as eleições de 2026 no Brasil sigam o que chamou de “valores de origem americana”. A declaração foi feita durante um evento conservador no estado do Texas, nos Estados Unidos, diante de uma plateia majoritariamente alinhada à direita.
Em seu discurso, o parlamentar afirmou que instituições brasileiras precisam de acompanhamento externo e criticou a atuação do governo do ex-presidente Joe Biden, sugerindo que teria havido interferência nas eleições brasileiras de 2022. Segundo ele, seria necessária uma mudança na política externa americana para priorizar, em suas palavras, eleições “livres e justas”.
Dirigindo-se ao público norte-americano, Flávio pediu que os Estados Unidos e o que chamou de “mundo livre” acompanhem de perto o processo eleitoral brasileiro, com atenção especial à liberdade de expressão nas redes sociais e ao funcionamento das instituições.
O senador também traçou paralelos entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente americano Donald Trump, afirmando que seu pai seria vítima de perseguição política, em um processo que classificou como “lawfare”. Ele declarou ainda que Bolsonaro teria sido condenado de forma injusta, sem apresentar detalhes ou decisões judiciais que sustentem a afirmação.
Durante a fala, Flávio criticou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mencionou a pandemia de Covid-19, ao dizer que seu pai enfrentou o que chamou de “tirania da Covid”. O Brasil registrou mais de 700 mil mortes pela doença desde 2020, segundo dados oficiais.
O senador também voltou a defender a proximidade entre o Brasil e os EUA, destacando que o país tem papel estratégico no hemisfério ocidental por seu território, população, peso econômico e reservas de minerais críticos, como terras raras, essenciais para a indústria tecnológica e militar. Nesse contexto, sugeriu a possibilidade de acordos bilaterais envolvendo esses recursos.
Flávio Bolsonaro ainda criticou a revogação do visto de Darren Beattie, ligado a Trump, que pretendia visitar o Brasil para participar de um evento. Segundo o senador, o assessor também desejava visitar Jair Bolsonaro, o que não constava na solicitação oficial apresentada às autoridades brasileiras.
Por fim, o parlamentar acusou o governo Lula de atuar para impedir que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como organizações terroristas, sem detalhar quais medidas teriam sido adotadas nesse sentido.

