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Fiscalização identifica desmatamento ilegal às margens do riacho Itararé, na zona Sudeste de Teresina

Equipes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) realizaram, nesta quarta-feira (3), uma vistoria às margens do riacho Itararé, no bairro Recanto das Palmeiras, zona Sudeste de Teresina, após denúncia de crime ambiental em uma Área de Preservação Permanente (APP). A reclamação foi encaminhada ao Ministério Público do Estado, que acionou a Semarh. Nenhum responsável foi encontrado no local durante a inspeção.

Na margem esquerda do riacho, os fiscais identificaram trechos inteiramente desmatados. Já na margem direita foram constatados sinais de queimada parcial e supressão de vegetação nativa. Entre as espécies atingidas estão babaçu, ipê, angico-branco, tucã, jatobá e imbaúba. A área passa por levantamento técnico para determinar a dimensão total do dano ambiental.

Segundo avaliação preliminar, as irregularidades podem configurar desmatamento em APP, ausência de licença ambiental e informações falsas em sistemas oficiais de licenciamento. Os dados coletados serão organizados em um relatório técnico que servirá de base para medidas administrativas e judiciais.

O gerente de Fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, destacou a gravidade da situação.
“Assim que fomos notificados, verificamos in loco que havia intervenção irregular nos dois lados do riacho. Agora avançamos na mensuração do dano e na elaboração dos relatórios que vão orientar as providências cabíveis. Reforçamos que qualquer obra ou supressão vegetal exige licença ambiental”, afirmou.

Histórico de impactos no Itararé

Este não é o primeiro episódio de degradação ambiental no riacho em 2025. Outro trecho já havia sofrido intervenção relacionada a obras de infraestrutura, motivando protestos às margens da BR-343 após denúncias de que o curso d’água estaria sendo aterrado — área que inclusive já desmoronou durante fortes chuvas.

O riacho Itararé é uma das principais sub-bacias hidrográficas de Teresina, com área de 88 km², e um dos poucos cursos d’água não soterrados da capital. Ambientalistas alertam que sua preservação depende das veredas e áreas alagadiças que garantem a recarga do manancial. Desde os anos 1940, o Itararé tem sofrido alterações devido ao crescimento urbano, resultando em problemas como erosão, assoreamento, alagamentos e inundações.

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