Estados com maiores taxas de analfabetismo no Brasil em 2025 concentram-se no Norte e Nordeste
Os estados brasileiros com os maiores índices de analfabetismo continuam concentrados, em sua maioria, nas regiões Norte e Nordeste do país, de acordo com os dados mais recentes divulgados por levantamentos oficiais utilizados como referência em 2025. Embora o Brasil tenha registrado avanços graduais na redução do analfabetismo nas últimas décadas, as desigualdades regionais ainda permanecem significativas.
Entre os estados com as maiores taxas estão Alagoas, Piauí, Maranhão, Paraíba e Ceará, que historicamente apresentam percentuais acima da média nacional. Nessas unidades da federação, o analfabetismo atinge principalmente a população adulta e idosa, com maior incidência em áreas rurais e entre pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Especialistas apontam que fatores como baixo acesso à educação na infância, evasão escolar, desigualdade econômica e dificuldade de acesso a políticas públicas educacionais contribuem para a manutenção desses índices. Em muitos casos, o analfabetismo está associado à necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho e à falta de programas de alfabetização continuada para jovens e adultos.
Apesar do cenário desafiador, iniciativas de alfabetização de jovens e adultos (EJA), além de programas federais, estaduais e municipais, têm sido apontadas como fundamentais para a redução gradual dos números. Estados com maiores índices vêm intensificando ações voltadas à inclusão educacional, com foco na população que não teve acesso à escola na idade adequada.
O analfabetismo é considerado um dos principais entraves ao desenvolvimento social e econômico, impactando diretamente o acesso ao mercado de trabalho, à cidadania e aos serviços públicos. A expectativa é que, com políticas públicas mais consistentes e investimentos contínuos em educação básica e inclusiva, o país consiga reduzir de forma mais significativa as desigualdades educacionais nos próximos anos.

