Especialistas apontam necessidade de política industrial para ampliar ganhos do agronegócio brasileiro
Especialistas apontam necessidade de política industrial para ampliar ganhos do agronegócio brasileiro
Apesar de ocupar posição de destaque na produção agrícola mundial, o Brasil ainda não concentra os maiores ganhos econômicos do agronegócio global. A avaliação é de analistas e pesquisadores do setor, que defendem a adoção de uma política industrial mais robusta para agregar valor à produção nacional.
De acordo com esses especialistas, grande parte do lucro gerado no agronegócio fica nas mãos de empresas estrangeiras que dominam as etapas mais avançadas da cadeia produtiva, como tecnologia, ciência e fornecimento de insumos. Multinacionais dos setores de máquinas, sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas concentram investimentos em inovação, além de empregar mão de obra mais qualificada e melhor remunerada.
Enquanto isso, o Brasil permanece majoritariamente restrito às fases iniciais do processo produtivo, como o plantio e a extração de matérias-primas. Essa posição resulta em menor valor agregado aos produtos exportados e em salários mais baixos no campo e na indústria ligada ao setor. A dependência externa também se reflete no uso de implementos agrícolas importados, o que evidencia limitações no desenvolvimento tecnológico interno.
Especialistas destacam que os maiores ganhos de produtividade e renda estão associados ao domínio da tecnologia e da pesquisa, e não apenas à produção da matéria-prima. Um exemplo recorrente é o do café: o grão brasileiro é exportado em estado bruto e retorna ao país como produto industrializado, com valor muito superior. Nesse processo, empresas estrangeiras concentram o lucro e os empregos qualificados fora do território nacional.
Essa dinâmica, segundo analistas, se repete em outros segmentos da economia, como mineração e siderurgia, fortemente baseados na exportação de commodities. Para eles, o país precisa avançar para etapas mais complexas da produção, com maior investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento.
Nesse cenário, cresce a defesa de uma política industrial voltada ao fortalecimento da ciência e da tecnologia, capaz de estimular a criação de indústrias nacionais de maior intensidade tecnológica. A estratégia busca reduzir a dependência externa, ampliar o valor agregado das exportações e gerar empregos mais qualificados e melhor remunerados no Brasil.Apesar de ocupar posição de destaque na produção agrícola mundial, o Brasil ainda não concentra os maiores ganhos econômicos do agronegócio global. A avaliação é de analistas e pesquisadores do setor, que defendem a adoção de uma política industrial mais robusta para agregar valor à produção nacional.
De acordo com esses especialistas, grande parte do lucro gerado no agronegócio fica nas mãos de empresas estrangeiras que dominam as etapas mais avançadas da cadeia produtiva, como tecnologia, ciência e fornecimento de insumos. Multinacionais dos setores de máquinas, sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas concentram investimentos em inovação, além de empregar mão de obra mais qualificada e melhor remunerada.
Enquanto isso, o Brasil permanece majoritariamente restrito às fases iniciais do processo produtivo, como o plantio e a extração de matérias-primas. Essa posição resulta em menor valor agregado aos produtos exportados e em salários mais baixos no campo e na indústria ligada ao setor. A dependência externa também se reflete no uso de implementos agrícolas importados, o que evidencia limitações no desenvolvimento tecnológico interno.
Especialistas destacam que os maiores ganhos de produtividade e renda estão associados ao domínio da tecnologia e da pesquisa, e não apenas à produção da matéria-prima. Um exemplo recorrente é o do café: o grão brasileiro é exportado em estado bruto e retorna ao país como produto industrializado, com valor muito superior. Nesse processo, empresas estrangeiras concentram o lucro e os empregos qualificados fora do território nacional.
Essa dinâmica, segundo analistas, se repete em outros segmentos da economia, como mineração e siderurgia, fortemente baseados na exportação de commodities. Para eles, o país precisa avançar para etapas mais complexas da produção, com maior investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento.
Nesse cenário, cresce a defesa de uma política industrial voltada ao fortalecimento da ciência e da tecnologia, capaz de estimular a criação de indústrias nacionais de maior intensidade tecnológica. A estratégia busca reduzir a dependência externa, ampliar o valor agregado das exportações e gerar empregos mais qualificados e melhor remunerados no Brasil.

