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Trump sinaliza possível entendimento com Cuba e elogia presença chinesa no petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que vê espaço para um possível entendimento com Cuba e voltou a pressionar o governo da ilha a negociar com Washington. As declarações foram feitas a jornalistas durante voo no avião presidencial, em um contexto de endurecimento da política americana em relação ao fornecimento de petróleo ao país caribenho.

Segundo Trump, Cuba estaria em uma situação econômica delicada e dependeria cada vez menos do apoio externo que recebia no passado. Para o presidente americano, um acordo poderia abrir caminho para mudanças significativas no país. Ele também afirmou que os Estados Unidos estariam dispostos a agir para evitar que a crise cubana se transforme em um problema humanitário de grandes proporções.

A relação energética entre Cuba e Venezuela, que durante anos sustentou parte do abastecimento da ilha, sofreu um forte abalo após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, no início de janeiro. Desde então, Caracas deixou de fornecer petróleo a Havana e passou a direcionar suas exportações para os Estados Unidos.

Apesar de Trump ter declarado recentemente que havia diálogo em andamento com o governo cubano, a afirmação foi negada pelo presidente Miguel Díaz-Canel. O líder cubano reiterou que seu país aceita conversar com Washington, mas sem aceitar concessões políticas.

Crise energética e econômica em Cuba

O aumento da pressão externa agrava um cenário já crítico em Cuba. Nas últimas semanas, moradores de Havana enfrentam apagões que ultrapassam dez horas diárias, além de dificuldades crescentes para obter combustível. As filas em postos que vendem gasolina em dólar se estendem por várias quadras.

A economia cubana vive há seis anos uma crise profunda, marcada por escassez de produtos básicos, queda do turismo e problemas estruturais do modelo econômico. Nos últimos cinco anos, o Produto Interno Bruto do país encolheu cerca de 11%, enquanto o governo enfrenta falta de divisas para manter serviços essenciais, como saúde, energia elétrica e programas de subsídios.

China e Índia no radar do petróleo venezuelano

Trump também comentou sobre o futuro do setor petrolífero da Venezuela e afirmou que investimentos chineses no país são bem-vindos. Antes da queda de Maduro, a China era uma das principais compradoras do petróleo venezuelano, e o presidente americano disse que Pequim poderia fazer “bons negócios” ao retomar essas compras.

Além disso, ele mencionou um acordo recente entre o governo venezuelano e a Índia, que passaria a adquirir petróleo da Venezuela em substituição ao produto iraniano. Para Trump, tanto a China quanto a Índia têm espaço para atuar no mercado venezuelano, especialmente após mudanças na legislação do país que abriram o setor de hidrocarbonetos ao investimento privado.

Desde a prisão de Maduro, Trump tem afirmado que os Estados Unidos passaram a ter papel central na condução da economia venezuelana, incluindo a exploração do petróleo. Segundo ele, a divisão dos lucros beneficiaria tanto Washington quanto Caracas, com a promessa de ganhos maiores do que os registrados no passado.

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