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Silêncio de ministros após revogação de vistos gera tensão nos bastidores do STF

Falta de manifestação pública de André Mendonça, Fux e Nunes Marques incomoda colegas afetados por sanções do governo Trump

O clima no Supremo Tribunal Federal (STF) ficou tenso após a revogação dos vistos americanos de oito ministros da Corte pelo governo do ex-presidente Donald Trump. A medida, anunciada em 18 de julho, foi interpretada como retaliação às ações judiciais contra Jair Bolsonaro, incluindo mandados e a imposição de tornozeleira eletrônica por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

No entanto, três ministros que não foram alvos da sanção — André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques — permaneceram em silêncio público, o que provocou incômodo entre os demais membros do tribunal. A expectativa era de uma demonstração coletiva de solidariedade, algo que não se concretizou.

Nos bastidores, o desconforto é evidente. Segundo relatos, a ausência de apoio dos colegas foi considerada “eloquente” por um dos magistrados afetados. Outro afirmou que é “desmoralizante” não estar entre os sancionados, destacando a gravidade do gesto do governo americano e a necessidade de união institucional em momentos de crise.

Prioridade: manter a coesão

Apesar das divergências internas, os ministros têm buscado preservar a unidade institucional do STF. Conversas reservadas foram realizadas, como entre o ministro Fux e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, mas a ausência de um posicionamento público conjunto ainda é vista como uma questão sensível.

Com o STF no centro de pressões políticas nacionais e internacionais, a cúpula da Corte tenta conter o desgaste e reforçar o discurso de independência e soberania do Judiciário brasileiro.

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