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Senador Jorge Seif denuncia omissão da AGU em investigação sobre descontos bilionários de aposentados

O senador Jorge Seif (PL-SC) denunciou que a Advocacia-Geral da União (AGU) teria blindado aliados políticos ao restringir as investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o parlamentar, enquanto bilhões de reais foram subtraídos das contas dos beneficiários, apenas parte das associações suspeitas está sendo investigada.

Durante depoimento na CPMI que apura irregularidades em associações ligadas ao INSS, Seif afirmou que a AGU abriu investigação sobre apenas 11 das 38 entidades que realizavam descontos suspeitos nos contracheques dos aposentados — deixando de fora as duas maiores associações envolvidas nos casos.

O senador citou dados apresentados pela Polícia Federal, que indicam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de um dos investigados, que teria movimentado cerca de R$ 60 milhões apesar de declarar apenas R$ 27 mil ao imposto de renda, além de possuir patrimônio superior a US$ 3,3 milhões no exterior.

Seif também criticou a falta de transparência nas apurações internas do INSS e no Senado, mencionando que foi imposto sigilo sobre imagens de circulação de suspeitos em gabinetes parlamentares.

De acordo com o senador, os descontos aplicados aos aposentados subiram de R$ 700 milhões em 2022 para R$ 2 bilhões em 2023, e alcançaram quase R$ 4 bilhões em 2024, totalizando mais de R$ 6 bilhões em prejuízos.

“Não é possível que bilhões desapareçam das contas dos aposentados sem que haja responsáveis. Vamos seguir o dinheiro e identificar cada envolvido”, afirmou Seif.

O parlamentar disse que a CPMI já pediu quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático dos suspeitos, com autorização judicial, e que os documentos começarão a ser cruzados para revelar os responsáveis pelo esquema.

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