Sem ritmo e fora das convocações, Neymar tenta evitar corte inédito na Copa de 2026
O atacante Neymar vive uma corrida contra o tempo para garantir presença na Copa do Mundo de 2026. Ausente da última convocação da Seleção Brasileira, o jogador enfrenta um cenário raro na carreira e precisará quebrar um tabu que já dura quase três décadas para estar na lista final, prevista para maio.
Desde 1998, o Brasil não convoca para o Mundial um atleta que não tenha participado do ciclo de preparação. Na ocasião, o lateral Zé Carlos foi chamado de última hora pelo técnico Zagallo, sendo o exemplo mais recente de exceção. Desde então, a comissão técnica passou a priorizar jogadores já testados ao longo de amistosos e competições preparatórias.
A situação atual do camisa 10 foge completamente desse padrão. Desde que Carlo Ancelotti assumiu o comando da seleção em 2025, Neymar não voltou a ser convocado, apesar de ter aparecido em listas preliminares. Sua ausência em amistosos recentes, como contra França e Croácia, aumentou ainda mais a dificuldade de um retorno direto na convocação final.
A principal barreira tem sido a condição física. Desde a grave lesão no joelho sofrida em 2023, o atacante ainda tenta recuperar ritmo e sequência de partidas. Embora tenha sido lembrado em 2025, acabou cortado antes mesmo de atuar e, desde então, busca retomar a forma jogando pelo Santos.
Mesmo com a evolução sendo acompanhada de perto, a comissão técnica adota cautela. Integrantes da seleção estiveram recentemente observando jogos do clube paulista, mas a falta de regularidade pesou para mantê-lo fora da lista mais recente.
O próprio Ancelotti já indicou que o retorno depende de dois fatores principais: estar plenamente recuperado e manter uma sequência consistente de partidas. Sem isso, a tendência é preservar o grupo que vem sendo trabalhado ao longo do ciclo.
Além da questão física, Neymar enfrenta um ambiente mais competitivo no setor ofensivo. Novas opções surgiram nos últimos meses e ganharam espaço, reduzindo a margem para mudanças de última hora.
Historicamente, até jogadores experientes precisaram passar por reintegração gradual antes de disputar Copas do Mundo. Ficar fora de todo o ciclo, como ocorre agora, é um fator que pesa contra o atacante.
Com a lista definitiva marcada para 18 de maio, o tempo é curto. O desempenho nas próximas semanas será determinante para mudar o cenário, e a presença do camisa 10 dependerá diretamente do que conseguir mostrar em campo até lá.

