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Ratinho Junior desiste de disputar Presidência e decide concluir mandato no Paraná

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), desistiu de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026 e afirmou que irá concluir seu mandato à frente do estado. A decisão foi tomada no domingo (22) e comunicada ao presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, na segunda-feira (23).

Em nota oficial, o governo do Paraná informou que o governador está convicto de que deve manter o compromisso firmado com os paranaenses desde a eleição de 2018. Segundo o texto, ele optou por não interromper o projeto que, de acordo com a gestão, vem garantindo crescimento econômico ao estado.

Desde o ano passado, Ratinho Junior era apontado como favorito dentro do PSD para disputar a Presidência. A entrada de nomes como Eduardo Leite e Ronaldo Caiado na legenda acirrou a disputa interna, que seria decidida diretamente pela cúpula partidária. Lideranças da sigla, como Jorge Bornhausen, chegaram a indicar que o nome do paranaense seria oficializado nos próximos dias.

A desistência surpreendeu aliados. Parlamentares da base governista foram pegos de surpresa, especialmente porque o próprio governador vinha sinalizando que deixaria o cargo até o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril. Em encontro realizado no Palácio Iguaçu, Ratinho Junior confirmou a mudança de planos e indicou que permanecerá no comando do estado, em vez de transferir o cargo ao vice-governador Darci Piana.

Nos bastidores, a avaliação de aliados é de que a decisão reforça a estratégia de priorizar a sucessão estadual. A expectativa é que o governador percorra o Paraná para impulsionar um candidato do PSD, apostando em sua alta taxa de aprovação como principal ativo político.

O cenário político também pesou na decisão. O principal adversário ao governo estadual, Sergio Moro, firmou aliança com o senador Flávio Bolsonaro, que também desponta como presidenciável. Moro deve se filiar ao PL e contar com apoio de partidos que integram a base do governo paranaense.

Ratinho Junior vinha trabalhando exclusivamente com a possibilidade de disputar a Presidência. O Senado nunca foi considerado como alternativa, e ele também rejeitou a possibilidade de compor chapa como vice. Neste mês, inclusive, recusou convite para integrar como vice uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro.

Ao longo dos últimos meses, o governador intensificou agendas nacionais, com viagens, entrevistas e reuniões, buscando ampliar sua visibilidade fora do Paraná. Seu principal discurso era o de superação da polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele defendia uma alternativa de centro-direita com foco em eficiência do Estado e desenvolvimento econômico.

Na nota divulgada, Ratinho Junior afirmou que a decisão foi tomada após reflexão com a família e reiterou compromisso com o Paraná até o fim do mandato, em dezembro. O texto também destaca indicadores da atual gestão, como altos índices de aprovação, avanços em educação, segurança pública, infraestrutura e sustentabilidade.

Apesar de abrir mão da disputa nacional, o governador declarou que seguirá à disposição do PSD para contribuir com o debate político no país. Após encerrar o mandato, ele indicou a intenção de retornar ao setor privado, com planos de assumir o grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.

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