Polícia Civil investiga engenheiro suspeito de aplicar golpes contra vítimas, incluindo idoso de 88 anos em Teresina
A Polícia Civil do Piauí instaurou, no dia 30 de março, um inquérito para investigar o engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana por suspeita de estelionato. Ele é acusado de aplicar golpes envolvendo contratos para instalação de sistemas de energia solar que não teriam sido executados.
Entre as vítimas está um idoso de 88 anos, que procurou a Delegacia de Segurança e Proteção ao Idoso após sofrer um prejuízo de R$ 25 mil. Segundo o relato, ele firmou contrato com o engenheiro para instalação de uma usina fotovoltaica, incluindo fornecimento de material e execução do serviço, mas os equipamentos nunca foram entregues.
Ao tentar cobrar o cumprimento do acordo, a vítima descobriu que o investigado havia encerrado as atividades do escritório em Teresina e não estava mais na cidade. Atualmente, Heitor Gonçalves cursa doutorado na Universidade de São Paulo, onde reside.
De acordo com o boletim de ocorrência, familiares do idoso passaram a tentar contato com o engenheiro, recebendo como resposta justificativas relacionadas a problemas de saúde. Em mensagens, o próprio investigado chegou a encaminhar um laudo médico para justificar o afastamento, enquanto já estaria morando em outro estado.
As conversas também incluem promessas de devolução do valor pago, mas, segundo a denúncia, sem que houvesse restituição. Após registrar o caso, a vítima tomou conhecimento de outras denúncias semelhantes contra o mesmo investigado, com prejuízos que, somados, ultrapassariam R$ 100 mil.
Outros registros apontam que o engenheiro teria adotado o mesmo tipo de abordagem com diferentes vítimas. Em um dos casos, uma idosa de 65 anos relatou ter sido levada por ele até uma agência bancária para realizar uma transferência de R$ 14 mil, sob a promessa de instalação das placas solares em até 15 dias, o que não ocorreu.
Há ainda denúncia de um prestador de serviço que afirma não ter recebido R$ 6 mil por um trabalho realizado para o investigado.
A Polícia Civil apura o caso e reúne depoimentos para esclarecer a extensão dos prejuízos e identificar possíveis outras vítimas. Até o momento, o engenheiro não se manifestou publicamente sobre as acusações.

